quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

O senhor Orgasmo



Vim falar hoje aqui sobre o Sr. Orgasmo.

Quando o conheci, tinha apenas 11 anos, foi dentro de um banheiro.

A príncipio procurava por ele, mas quando ele vinha me arrependia de tê-lo encontrado.

Passei 4 anos esperando que essa sensação fosse embora.

Na minha adolescência, ao contrário do que pensava, descobri que quase ninguém conhecia esse senhor. Algumas amigas achavam que o conheciam, mas não faziam a mínima idéia de quem ele era de verdade.

Mais alguns anos e percebo me apaixonar por ele.

Passo a ter medo dele.
Medo que ele me faça perder a linha, medo que ele me torne dependente.

Toda vez que queria não tê-lo tão presente, ele vinha, me acalmava, me deixava trazia estado de transe e fazia com que eu me arrependesse de todos os pensamentos de tentar afastá-lo.

Passei a aceitá-lo na minha vida com mais frequência até que ele se cansasse de mim e passasse a me ver por períodos menores e em grande espaço de tempo.
Não adiantou, ele continuou presente e teimava em voltar.

Hoje cheguei a conclusão de que ele não é tão mal.
É até super legal com minhas namoradas e ficantes. Vem sempre no último instante, mas sempre vem visitá-las.

Quando não consigo dormir, procuro por ele e ele me faz ter uma boa e longa noite de sono.

Encontro com ele e minhas pernas tremem, fico fraca, sinto meu coração acelerar, minha respiração descontrolar e me entrego...

Ele não me faz mal, não é um mal amigo. Quando preciso dele, ele sempre se mostra disposto a me encontrar, me acalmar, me trazer as mesmas sensações.

Não o questiono mais e nem pergunto mais a ele porque ele é tão bom pra mim sem ter nada em troca. Ele simplesmente é! Cada vez melhor....

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

É a vida...


Sempre namorei muito.

Lembrando de todos os meus namoros, me recordo de só ter demorado a firmar um namoro com Miq. O restante, namorei quase que de início.

Eu e Litti temos algo gostoso de ter. Simplesmente indefinido.

Certa vez, conversando com Litti, falei pra ela que para que todo relacionamento desse certo não deveria haver pressão, cobrança ou qualquer coisa do tipo.

Em outras palavras, todos os relacionamentos deveriam vir acompanhados de um formulário com algumas questões em que você pudesse escolher certas alternativas como:

1- Assim que conhece alguém legal, o que se deve fazer?

a) [ ] Namorar logo de cara para não perder a pessoa

b) [ ] Se demorar demais, cortar qualquer vínculo

c) [X]Esperar numa boa para ver no que vai dar

Estamos na alternativa C e é a primeira vez que isso existe claramente entre mim e alguém.

O que é bom demais, pois Litti é uma daquelas arianas que diz tudo o que pensa (até o que não deve dizer ela diz) mas é do tipo de pessoa que te mostra ser sempre verdadeira.


Uma coisa da qual me orgulho é a minha falta de ciúmes.
Na verdade pode ser que não seja tão bom. Muitas pessoas precisam saber que você sente ciúmes delas para se sentirem bem quistas.

O que eu quero dizer com tudo isso é que tudo o que é natural é muito melhor de se viver.
É a vida, as coisas precisam fluir naturalmente.
Tudo o que se torna obrigação se torna chato. Você gosta de trabalhar? Sim, eu também gosto, mas você gosta de ter que estar todos os dias no mesmo horário dentro da empresa que você trabalha?
Não seria bom se você um dia pudesse chegar ao meio-dia por conta da balada da última noite que te deixou acabado(a)?
É disso que estou falando.

Ontem, na saída do curso fui encontrar para um "café" dois amigos: Grela e Blond.
Rimos tanto recordando algumas noitadas que disse: "Eu não me imagino mais namorando sabia? Eu não troco os meus prazeres por nada nesse mundo"

Lembro-me de antigamente ficar eufórica por não ter alguém para dormir junto ou passar o fim-de-semana fazendo programinha de índio.
Hoje eu percebo que faltava muita Guima dentro de mim.
Hoje eu preciso muito mais de mim do que de qualquer outra pessoa.
Até fazer uma lista de coisas para se fazer sozinha eu estou fazendo.
Muitos dos itens eu já comecei. Me trouxeram grandes surpresas!...

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

Big Problem


Ontem saí extremamente cansada do trabalho e fui, como faço todos os dias (exceto de quinta), para o curso de Hardware.

Saí do metrô super atrasada como sempre. Cheguei na sala, dei um beijo de boa noite no professor e fui para o meu lugar.

Desde o começo desse curso ele brinca que eu sou a paixão dele e etc. Meus amigos de sala entram na brincadeira dizendo que só eu posso isso e aquilo porque sou a protegida e etc...

Até aí, espírito esportivo, sei que ele é casado, tem 2 filhos e até então achava que ele era feliz.

Sexta-feira pedimos pizza e sentamos todos juntos, tiramos fotos e etc.
Coisas que fazemos quando estamos fazendo curso de "qualquer coisa"

Chegando na sala, ele passou seus contatos.

Ontem reclamou por não ter recebido nenhuma foto e por não ter nenhum pedido de permissão no msn dele. Eu respondi:

- Professor, eu te adicionei hoje no msn

Ele disse que até maio abriria um negócio e que poderíamos nos preparar para estagiar ou aprender ainda mais com ele.

Certo! - pensei - Preciso manter contato, vínculo...

Nunca mais entrei no messenger depois que passei a chegar muito cansada em casa, mas ontem entrei para ver se achava Litti pelo msn, já que nos desencontramos e eu fiquei um pouco chateada com a nossa situação.

Deixei o micro ligado e fui fazer outras coisas como, preparar minha roupa para acadêmia, secar o cabelo, ver com que roupa iria trabalhar e etc...

Quando volto vejo uma tela piscar: Profi...Profi...Profi...Profi

Ele me chama, começamos a conversar e depois de algum tempo ele se declara com frases como:

"Quando você ficou doente e faltou, sua ausência me deixou mal" "Quando você entra dando um sorriso de boa-noite eu esqueço dos meus problemas e sinto que ainda vale a pena" "Sinto que te conheço há muito tempo" "Não tenho filtro entre o cérebro e a língua, por isso o que digo quero que saiba que é verdade"

Aquilo me deixou muito, muito atordoada.

Esse cara tem 4x menos chances de ficar comigo do que com qualquer outra garota:

1º Ele é casado
2º É mais velho

3º É meu professor e...

4º Ele é homem!!!!!


Fiquei pensando que se estivesse escrito na minha testa: "sou gay", não teria que ter machucado metade dos homens que se apaixonaram por mim.

E porque se apaixonam? Não é porque eu tenha algo a mais, mas simplesmente por não dar valor nenhum a eles. Simplesmente por isso.

Na vinda para o trabalho minha cabeça ficou martelando essa situação.

Imaginei desde as melhores até as piores coisas que isso podia me levar.

Desde oportunidades no mercado até um cara louco andando atrás de mim, me querendo a todo custo.

Confesso que estou mais com medo do que qualquer outra coisa.

Se antes eu o admirava por tudo o que ele ensina e que fazia com que me interessasse ainda mais pelos mínimos detalhes, tentando adquirir todo conhecimento que pudesse sugar dele, agora me imagino instrospectiva, tentando não ser tão legal, tentando ser mais fechada.

Mudando de humor, ficando com receio de dar esperanças sem motivo...

Hoje a aula continua e só tenho um dia de descanso na semana.

Ele me disse ter medo de me assustar e fazer com que eu saia do curso.

O grande problema é que esse curso tem sido tudo pra mim no momento, tem me feito feliz de uma maneira que não fui em outros. Tenho me encontrado e quanto mais puder dar continuidade a tudo o que envolve o assunto, mais eu vou estudar, porém existe esse big problem pelo caminho...

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

Domingo/Segunda



Às 5h20 da manhã meu celular me despertou. Acordei até que bem, me troquei, arrumei minhas coisas e fomos para academia eu e Guim.

Chegando lá, as mesmas músicas tocando de novo. Guim falava: "ai que música irritante!"

Alguns aparelhos estavam em "manutenção" então tivemos que substituir alguns exercícios por outros mais chatinhos.

Lá vamos nós deitar nos colchonetes, colocar pesinhos nas canelas e levantar as pernas...1...2...3...4..5...6...7...8...9...10...11...12....troca de lado e 1...2...3...4...5...6...7...8...9...10...11...12...e troca de lado de novo e ouço Guim gritar: "vamos nos atrasar hoje"

Entramos no vestiário hiper lotado.

Eu e Guim tomando banho enquanto uma senhora fica olhando pra mim com cara de: "ó, também preciso de tomar banho viu?"

Não sei de onde saiu tanta senhora.

Fala sério, nós precisamos malhar, tomar banho e ir trabalhar, porque essas senhorinhas não vão cuidar da saúde delas lá pelas duas horas da tarde?

Sem falar que essas senhorinhas tem cada mania. Como, tomar banho no mesmo chuveiro, usar exatamente o mesmo espaço da bancada, dobrar a toalha de um jeito tal, falar sobre como o tempo está e como os jovens são assim e assado. Sempre o mesmo papo.

Tomamos banho correndo, porque como sempre, nos preocupamos em não incomodar e não atrapalhar os outros.

Nos vestimos correndo e saímos atrasadas. Como sempre.

Entrei no ônibus e pude sentar, mas no reservado. Ali fiquei, lendo meu livro por pelo menos uns 5 ou 6 pontos.

Sobe uma grávida. Cedo meu lugar para ela e continuo a ler em pé.
Passado dois pontos um amontoado de gente que não sei se onde surgiu se aproxima do ônibus.
Várias pessoas querem entrar ao mesmo tempo naquela portinha minúscula.
O ônibus simplesmente para e não anda mais.
Eu, com toda boa vontade do mundo me espremo para dar passagem, mas ali eu fico.
As pessoas não entendem que eu me espremi só para que passassem e não para ficar naquela posição ridícula durante todo o percurso.

Bom, tudo bem que não consegui mais ler o livro e tive que ficar prestando atenção na cara feia das pessoas, refletindo sobre o mau-humor de cada uma e sobre o meu que só aumentava.

Desci do ônibus e percebi estar 15 minutos atrasada.

Entrei na drogaria, comprei umas coisinhas que precisava, esbarrei num cara grosso que passava na rua e que sequer foi capaz de pedir desculpas, atravessei a rua correndo antes que algum dos carros com seus motoristas apressadinhos me atropelasse e não me deixasse terminar de viver minha segunda-feira estressante, cheguei à empresa, dei meu bom dia como faço todos os outros dias para os porteiros, subi e aqui estou eu tentando ficar com menos raiva do péssimo início de dia que estou levando.

Ok, ok! Vou parar de reclamar. Afinal, o desabafo aqui já valeu.

Mudando de assunto, agora quero falar sobre Juno.

Ontem eu deveria ter ido ao Bar GLS que toca samba aos domingos com os amigos, mas o céu ameaçou despencar e resolvi ficar em casa.

Sem falar que só não caiu porque fiquei em casa porque São Pedro tem uma perseguição comigo que só vendo.

Acho que ele me vê sair do trabalho e diz coisas como:
"Aháaaaa a Guima vai sair do trabalho, chuva nela", "A Guima está cansada, quer só descansar? Então chuva nela", "A Guima vai sair para distrair, namorar, se divertir? Chuva nela!"

Para não passar a noite a toa, fui a locadora de vídeo buscar algum filme.

Como sempre, parei na frente das prateleiras procurando algo interessante sem achar um vídeo que me chamasse a atenção.
É sempre assim, quando estou em casa penso em uma porção de filmes que quero assistir mas é só chegar na locadora que todos eles somem da minha mente.

Foi quando Guim falou repentinamente:

- E Juno?
- Ótima escolha Guim! Vamos levar!

O filme mexeu de tal maneira comigo que me sentei na sacada ao final de tudo e me veio uma vontade enorme de chorar, mas não de tristeza, de emoção, felicidade, sei lá.
Ou de TPM mesmo.

Litti, aquela garota que conheci aquele domingo no Bar GLS que me disse que se eu gostava do meu pai é porque meu pai era realmente uma boa pessoa, veio me visitar.

Ficamos conversando um pouco no carro e me veio uma vontade de falar sobre o filme pra ela, mas ao mesmo tempo meus olhos se enchiam de lágrimas. Fiquei envergonhada e tentei segurar. Ela me incentivou a chorar de uma vez, me abraçou e me senti pela primeira vez, confortavelmente bem para chorar no colo de alguém a quem conheço há menos de 2 meses.

Fui dormir feliz e mesmo com essa manhã de segunda-feira chata e estressante, não existe um único motivo que possa me deixar triste....apenas estressada...

Desde ontem a noite pensei em postar esse vídeo, final do filme Juno.

Para quem não entende muito de inglês, procurem ver a tradução dessa música e entenderão porque chorei.
Anyone Else But You

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

Sobre isso e aquilo



Na aula de hardware de hoje a noite, nosso professor nos passou seus contatos. Telefones, e-mails e MSN.
Perguntei até que horas ele daria assessoria para os alunos e ele me respondeu que todos os dias ficava on até as 2 horas da madrugada.

Fizemos uma brincadeira sobre ele não ir dormir cedo e acabar deixando de assessorar a própria esposa.
Ele respondeu:
"Faz 25 anos que conheço minha mulher, 20 anos que estou casado e 18 anos que estou de saco cheio dela"

Aproveitando a conversa ele desabafou sobre os anos que vinha vivendo ao lado da mulher.
- Botem uma coisa na cabeça de vocês. Não existe felicidade no casamento.
- Existe sim, meus pais são felizes e eu tenho certeza disso - eu disse
- Gui, uma coisa é o que os seus pais são na sua frente e na frente dos seus irmãos, outra coisa é o que eles são entre quatro paredes. E eu não estou falando de sexo.

Percebi o quão desacreditado da vida esse cara está.
Mesmo assim, o que ele disse me fez refletir sobre o quanto deixamos as desilusões que já passaram nos tornarem durante a vida toda frios, amargurados e desacreditados.

Pensei: "será que as pessoas que existem com a índole dos meus pais se perderam pelo mundo?"

Tendo parado pra pensar em tudo isso, comecei a trazer aos pensamentos as pessoas que tem surgido em minha vida.

Não, não se esgotaram e nem se perderem pelo mundo. Estão mais próximas de mim do que eu posso querer perceber.

Elas estão tentando me mostrar serem pessoas legais, pessoas que me fariam felizes e eu estou na defensiva, me desviando o tempo todo de tudo o que elas possam querer fazer por mim.

Quero abrir a porta...
Juro que vou me esforçar...devagar, aos poucos, mas vou tentar...

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

Um nada do tudo


Pra quem leu sobre minhas músicas de terapia e meditação, hoje coloco aqui uma delas. Mais leve, que não assuste como as outras, mas que é da mesma linhagem, mesma espécie, raça e cor....

Quando ouço me lembro de quando era mais nova e fazia frio no mês de julho.
Morávamos em um condomínio muito grande, com muito verde, muitas árvores e por isso muito mais vento e umidade.
Os dias de frio lá, eram ainda mais frios.
E eu sempre gostei do frio, sempre.
O frio sempre me aquieta, me faz pensar e repensar.

Me sentava sozinha na beirada da escada próxima a piscina e fumaça meu cigarro deliciosamente.
Saboreava o vento, os pensamentos e a transformação das minhas opiniões.

O clip que apresento aqui hoje pode parecer irônico, já que falo tanto sobre o frio e o nome da música na verdade é Sol Radiante, porém, essa música sempre me levou aos lugares mais inóspitos e já que compartilho tanto de mim aqui, eis mais um pedacinho, uma pequena parte do meu íntimo.

Há alguns anos procurei o clip dessa música pela internet e percebi o quanto me fazia bem não só escutar como ver e poder assimilar cada cena.

A minha parte favorita é a do minuto 1:53 ao 2:13....
Olhar vago, apaixonado, beijar a pessoa por quem se é apaixonada...frio na barriga, borboletas no estômago...pureza...

Apresento à vocês: Glósóli de Sigur Ros. Grande banda islandesa...

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

Akik


Algum tempo depois de Lion me peguei pensando muito em Miq.

Em um domingo nublado eu conversava com uma garota pelo msn quando Akik pergunta se
vou para o samba de domingo no bar GLS.
Eu digo que não, que estou tranquila.

No mesmo dia vou a uma galeria de pães conhecer uma mulher que dizia ter 34 anos e que descobri mais tarde, durante a conversa, que tinha mais de 40.

Naquela noite eu quase não falei, só escutei. Percebi que não deveria ter desmarcado o cinema com uma amiga para aquilo.

Fiquei com o olhar perdido vendo aquela mulher gesticular e contar suas mentiras.

Como em um filme em preto e branco e em câmera lenta, eu olhava para aquela mulher que falava pelos cotovelos e comecei a analisar toda a minha trajetória.
Sim, eu sei que eu fui muito mal-educada, que fui falando logo que fumava e que era muita baladeira pra ver se ela desencanava de mim.

Por fim, não atendi mais seus telefonemas.
Nas semanas seguintes vim conversando cada vez mais com Akik. Davamos muita risada.
Resolvemos que iríamos sair eu, ela, Tur e um casal de amigos de Akik
Tur desistiu e fui sozinha encontrar com Akik. A noite foi agradabilíssima.

Continuamos a conversar por telefone e msn e marcamos um segundo encontro assim que ela voltou de viagem.
Nos encontramos para um café e ficamos.

Algumas desavenças no início, mas no fim acabamos ficando juntas.
Comecei a descobrir que poderia voltar a ser quem eu era quando namorava Be.

Afinal de contas, eu não queria perder de novo alguém por sair demais.

Passamos muitos fins de semana a base de doritos, filmes e muito sexo.

Eu adorava acordar pela manhã e ver os ombros de Akik virada de costas pra mim.
Ombros lisos, pele clara. Do jeito que eu gosto.

Logo que eu dava bom dia ela virava me fitando com seus olhos verdes e resmungando porque eu não parava quieta um instante.

Porém Akik era muito diferente de mim, ela não sabia se queria estar com uma mulher ou não.

Havia tido muitos relacionamentos héteros e até eu já não botava muita fé na gente.

Estando já acostumada a relacionamentos instáveis, não fiquei me apegando muito a situação e já esperava pelo pior.

Tivemos uma conversa séria em uma das brigas pela última vez. Eu dizia que ela poderia me ganhar muito fácil como me perder em um instante.

No dia seguinte Akik ficou nervosa por não encontrar um clube onde eu participava de um churrasco com Guim e onde ela iria me pegar.

Foi o último dia do nosso namoro e minha última namorada também.

Mas foi especial, foi legal e foi um aprendizado como com todas.

terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

Lion



Quando terminei com Miq não via a hora de me apaixonar por alguém de novo.

Sabia que não seria fácil, mas sabia que não seria impossível.

Muitos meses depois do meu término com Miq, entro um dia no meu orkut e vejo um depoimento: "Olá, eu sou amiga da Greck e queria te conhecer. Te achei muito bonita..." blá blá blá.

(Greck foi a amiga de River que me consolou na porta da balada quando fui chifrada) Sim, o mundo gay é muito pequeno.

Quando li o depoimento de Lion não dei atenção.
Na época eu ficava com uma garota muito bacana e não queria ficar dando bola à toa assim para qualquer uma.

Essa garota muito bacana parou de me procurar de repente e foi então que aceitei conhecer Lion.
Conversamos primeiramente por e-mail, depois por MSN e depois telefone.
Marcamos um encontro depois de 2 semanas de contato.

Como sempre, no encontro, eu falei durante a noite toda. Nesse encontro descobri que Lion tinha uma filha. Logo imaginei que pudesse ser complicado ter qualquer coisa com ela.

Na mesma noite eu esperava meus amigos chegarem: Tur, Blond, Dior e Grela.

Assim que eles chegaram Lion precisou ir embora, pois sua filha estava na casa do irmão com 39 graus de febre. A levei até um ponto próximo e demos um beijo inesperado.
Nem eu e nem ela esperávamos por aquilo.

Que erro.

Nos dias seguintes, passei todos os dias vendo apartamentos com meus pais e não entrava em contato com ela nem por telefone e nem por e-mail.
Ela me enviou algumas mensagens pedindo para que eu a visse de novo e conversasse para tirar a má impressão.

Eu não queria mesmo. Não senti click, não foi legal e ainda tinha o problema da filha dela.
Enfim, não estava afim, não estava preparada.

Ela continuou insistindo tanto, mas tanto que resolvi sair com ela mais uma vez.

Fui encontrá-la em um bar.
Lion, de pele bem clara, cabelos castanhos e leonina com todas as letras, estava mais bonita, muito mais atraente, mais feliz e menos introspectiva.
Ela me contou mais sobre ela, sobre a vida dela.

Cheguei a pensar: "é, talvez o primeiro dia eu não estivesse em um dia bom pra conhecer alguém"

Comecei a liberar espaço para ela entrar na minha vida.
Tudo dependeria dela.

Não namoramos, ela pediu diversas vezes, mas como eu sempre dizia, não estava preparada. Porém, eu sempre a tratei como tal. Não fiquei com outras garotas e não dei chances para que acontecesse nada que fizesse com que eu me envolvesse com outro alguém.

No dia em que dormi na casa dela pela primeira vez, desejei que sua filha não estivesse lá:
"Tomara que eu não tenha que ser babá de nenhuma criança"

No aniversário de Lion, em agosto, a levo para jantar.
Mais tarde Greck e a namorada chegam trazendo a filhinha de Lion, Aninha.

Me apaixonei no primeiro instante. Queria apertar, morder, ficar abraçada.

Fui pra casa pensando: "Que estranha essa sensação. Eu nunca gostei de criança...."

Bom, não sei qual a explicação para isso mas sei que Lion marcou minha vida por ter me mostrado o outro lado da moeda.

Descobri que faria de tudo para proteger aquela criança.
Descobri que não achava ruim de ter que levantar no meio da madrugada pra ficar com ela
Descobri que sei amar, mas que sei dar broncas também.
Descobri que me importava com a pessoa que ela pudesse se tornar quando crescesse.
Descobri que se fosse mãe um dia eu seria uma boa mãe...

Passei a querer ver Lion só quando ela estivesse acompanhada com Aninha.
Passava a semana pensando no que faria para e com Aninha no fim de semana.

Não queria mais ver Lion pegar ônibus e metrô para passear com Aninha e passei a atravessar a cidade para poder tirá-las desse desconforto.

Eu gostava de ver Aninha dormir. Eu gostava de ver Aninha se lambuzar com a margarina e fazer aquela bagunça pra comer.
Eu gostava de vê-la com outras crianças. Eu gostava de imaginar o que ela poderia ser quando crescesse.

Acordei diversas vezes durante a noite para saber se estava tudo bem, se ela estava coberta, se estava em uma posição confortável, se estava dormindo mesmo.

Foi uma experiência fora do comum. Pelo menos pra mim, que achava que amaria apenas os cachorros para o resto da minha vida e que seria incapaz de ser mãe algum dia.

Lion entrou em minha vida e mudou todo um contexto que eu tinha sobre esse mundo:
Ser mãe!

Eu fui mãe, em pouco tempo mas fui.

Precisei cortar laços com Lion quando me percebi sem interesse nela e interesse demais em Aninha.
Percebi que quanto mais prolongasse a relação, mais apegada eu ficaria.

Terminei meu "namoro" com Lion num domingo enquanto as levava para casa.

Voltei pensando, imaginando o quanto seria ruim ficar sem minha filha postiça.
Quando caí na real, sentei em minha cama, mergulhei meu rosto entre minhas mãos e chorei.

Lion tentou chantagear a presença de Aninha para poder me ver algumas vezes afinal, toda a minha família queria Aninha por perto.

O tempo passou e eu as vi pela última vez no aniversário de Aninha, em outubro.
Aninha quase não me reconheceu.

Lion me mandou algumas mensagens dizendo que Aninha perguntava por mim, mas já não sei mais se é verdade ou se é um jogo de Lion.

Hoje olho mais para as crianças e os filhos dos outros.
Hoje lembro de Aninha com muita saudade.

Não sei se geraria um filha, mas eu sei que seria uma ótima segunda mãe para qualquer criança.

Lion namora atualmente e provavelmente agora Aninha esteja acostumada a sua nova segunda mãe e nem se lembre mais de mim.

Sorte de quem poderá amar Lion e Aninha ao mesmo tempo.
Quisera eu ter tido essa sorte...

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

Miq


Meu relacionamento com Miq foi bem diferente dos outros.

Depois de Be, nunca mais havia sentido sentimento de amor por alguém.

Poder dizer com todas as palavras: "eu te amo"

Sentir que gostaria de passar uma vida inteira ao lado de uma pessoa, dividindo as mesmas experiências, beijando a mesma boca por todas as manhãs do resto da minha vida.

Miq entrou na minha vida no dia 13 de maio 2007.
Era domingo de samba no mesmo bar GLS que falei no outro post.

Eu não tinha mais relação alguma com Silk, mas aquele dia peguei carona com ela devido a sua insistência.
Levei minha amiga Laeni comigo.
Silk nos deixou no bar e foi ao encontro de um amigo que a esperava em um posto de gasolina próximo.

Na parte de cima do bar eu e Laeni conversamos quando avisto a ponta de uma cabeça loira subir as escadas.
Era uma mulher linda. Achei que ela tinha algo a mais do que qualquer outra pessoa que havia conhecido na minha vida.
Ela era charmosa, segura, tinha postura. Eu não conseguia desgrudar os olhos dela nem por um instante, foi inexplicável a sensação que senti.
Observo ela encontrar alguns amigos, rir, conversar, gesticular.

Ela está com um amigo, e duas amigas, uma que não para de sambar e uma outra loira que pouco me chamou a atenção.
É Miq que não perco de vista, é ela que eu quero.

Ela me percebe olhar para ela e pela primeira vez me vejo sem nenhuma vergonha de sustentar durante tanto tempo um olhar.

Ela vai para a pista e eu também vou.

Ficamos a 3 metros de distância uma da outra nos olhando o tempo todo.
Silk chega. Me pede para conversar a sós.

Desço com Silk que tenta segurar minhas mãos na frente de Miq. Lá embaixo finalizo de uma vez por todas qualquer envolvimento que Silk possa achar que ainda tenha comigo.

Subo para a pista e olho mais algumas vezes para Miq. Crio coragem e digo para Laeni: "é agora!"

Ao mesmo tempo que vou ao encontro de Miq, uma outra garota chega para conversar com ela.

Vejo as duas conversarem e sair. Pergunto para Laroq, a amiga loira de Miq:

- Ela vai ficar com aquela garota ali?
- Então, eu até vi vocês se olhando, mas você demorou demais pra chegar e teve uma hora que você sumiu!

Eu não desisti como desistiria hoje em dia. Disse para Larok anotar meu telefone e repassar assim que a noite terminasse.

Resolvi ir embora pois já era tarde. Fui dar um beijo de tchau em Larok e ela me beija os lábios.

Fico com Larok o resto da noite e ela finaliza dizendo:

- Agora vou pegar esse número de telefone pra mim

- Ah...tá...tudo bem...

Passei a semana conversando com Laroq pelo telefone marcando um próximo encontro para a sexta seguinte.

Durante a semana entro no orkut de Laroq e procuro por Miq nos amigos dela.

Miq vê que entrei na sua página e me adiciona no MSN.

Ali ficamos a madrugada inteira conversando.
Na sexta seguinte, no meu encontro com Laroq ela me leva para o apartamento de Miq, pois no dia seguinte seria seu aniversário de 33 anos e ela já comemoraria na véspera.

Quando o relógio marca 0h00 Miq me dá um beijo sem que Laroq veja.

Na mesma noite, saindo da casa de Miq acompanhada com Laroq percebo que preciso de Miq, que quero ficar com Miq e que não quero mais Laroq.

Tenho uma conversa com Laroq dizendo o quanto ela é legal, mas falo sobre o meu interesse inicial e ainda momentâneo por Miq.

Na semana seguinte encontro com Miq e dormimos juntas.

No dia seguinte da noite em que dormimos juntas não paro de pensar nela e nos ligamos de 7 a 15 vezes por dia para falar sobre coisas banais e dizer que estamos com saudades uma da outra.

Os dias se seguem assim e vou descobrindo em Miq em novo e grande amor depois de Be.

Porém, taurinos e arianos sempre estão em conflito e Miq não aceita meu jeito de maneira alguma.

Miq me quer o tempo todo com ela.
Miq não aceita meus amigos.
Miq faz tempestade em copo d´água
Miq faz terapia com a terapeuta que ninguém aceita
Miq pensa que tenho interesse por outras pessoas
Miq não acredita em mim
Miq acha que vou traí-la
Miq pensa que não gosto dela
Miq me abandona.

Não conseguimos nos desligar e passamos a nos reencontrar para jantar e dormir juntas.

Eu permaneço na vida dela durante mais 1 ano após o término

Eu sofro por ver ela com uma nova pessoa
Eu resolvo cortar laços, mas não consigo
Eu quero odiá-la, mas percebo que só amo mais.
Eu decido não vê-la mais
Eu quero esquecê-la, mas ela vive me ligando
Eu reencontro com ela nas reuniões de amigos em comum
Eu choro por ela
Eu penso nela
Eu quero estar com ela
Eu não vejo a hora de vê-la

Por diversas vezes sento com Miq no At para conversarmos sobre qualquer coisa e o nosso relacionamento vem a tona.
Por diversas vezes choramos por não podermos estar juntas devido a todas as pessoas que colocamos entre nós após terminarmos.
Por diversas vezes tentamos fazer de uma briga um ponto final.

Alguns meses se passam...

Miq mudou de namorada
Miq não me liga mais
Miq me esqueceu

Eu mudei de vida
Eu não ligo mais pra Miq
Eu não tenho lembrado mais em Miq

domingo, 1 de fevereiro de 2009

Silk


Fiquei muito tempo sofrendo pelo engano que havia cometido com Taste.
Sofri por não ter percebido o óbvio e por ter acreditado tanto no que não era verdade.

Não me permiti conhecer ninguém, fiz algumas baladas sozinha com os amigos, mas já não acreditava que pudesse encontrar alguém que fosse incapaz de me enganar.

Um dia, no final de noite de um samba de domingo em um bar GLS com Blond, um rapaz me cutuca os ombros. Olho para trás e um garoto alto me sorri dizendo que sua amiga quer me conhecer.
- Só conhecer né?
- Sim, claro, só conhecer

Os dois, o garoto alto e a amiga que queria me conhecer, tinham tal energia e envolvimento que simpatizei de imediato com eles.
No final da noite Blond e eu trocamos e-mails, telefones e orkut com os dois.

Algumas semanas se passaram e então esse garoto me manda uma mensagem dizendo que preciso conhecer uma pessoa que tem tudo a ver comigo.

Ele me passa o msn dela e de cara na primeira conversa trocamos telefones. Fico dias e dias conversando todas as noites por horas e horas com Silk, sempre ouvindo ao fundo Guim gritar: "Guima, sai desse telefone!"

Marcamos de nos conhecer.
Blond vai comigo, pois tem um encontro também no mesmo dia e lugar.

Passamos para pegar Silk.

Lembro da primeira vez que a vi.

Magra, cabelos castanhos longos e olhos muito, muito azuis.

Fomos conversando no carro eu, ela e Blond.
Chegamos ao famoso bar onde eu sempre levava minhas ficantes.
Lá o pretendente de Blong chega com alguns amigos e eu e Silk damos o nosso primeiro beijo.

Na volta pra casa Blond me diz: "Vocês não vão namorar? Acho que vocês deviam namorar"

Alguns dias depois passo a frequentar muito a casa dela. Seus pais sabem da sua "opção" e me recebem sempre muito bem. Me sinto a vontade e passo a dormir todos os fins de semana e os dias da semana que consigo com Silk.

Com o tempo Silk me mostra ter muita imaturidade, insegurança e desconfiança.

Todo o meu encanto vai por água abaixo quando percebo que a vivência de Silk jamais seria a minha vivência.

Silk ficou na minha vida durante um mês e me sufocou logo nos 3 primeiros dias.

Algum tempo atrás nos reencontramos e ficamos.
Meses depois tento reestabelecer contato com ela pela internet e na verdade quem me responde é a namorada atual.

Depois disso, Silk nunca mais entrou em contato comigo.