sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

Um reencontro



Ontem, encontrei duas amigas que fizeram Web comigo em 2005.

Olsen que não via há tempos, pois ela tinha mudado de país e Notti que ainda está aqui, mas que a última vez que vi foi em seu aniversário, setembro do ano passado.

Saí do trabalho e fui encontrar Olsen em uma padaria próxima de onde está se hospedando.
Ficamos conversando até que Notti chegasse.

Olsen me contou sobre o término do namoro dela que causou o retorno ao Brasil e me disse que sairia em breve do país novamente.

Contei que estava solteira, que estava bem e assim fomos bebericando e conversando.

Perguntei pra ela se ela havia percebido meus quase 5 kg a menos e ela disse que sim e me perguntou se notei que ela tinha engordado.

Para mim Olsen, com seus quase 30 anos, está perfeitamente linda. Tem um corpo perfeito. Eu diria que ela é bem gostosa.

Notti chegou com seu namorado e ficamos nós quatro dando muita, muita risada, falando besteiras e tirando fotos.

Numa dessas Olsen diz: "Guima vamos tirar uma foto dando um selinho"

Fizemos umas quatro tentativas de fotos dando selinhos.
Ficaram legais, mas mais legal era ver a cara de babaca dos homens que passavam pela padaria e viam aquela cena. Engraçado ver como homem gosta desse tipo de coisa e como eles ficam com cara de tontos quando veem.

Eu disse que voltaria cedo pra casa pois teria que levantar hoje às 5h30 pra ir para a acadêmia e foi então que Olsen disse: "Quero te beijar antes de ir"

Eu, muito bêbada: "Claro!"

A bebedeira era tanta que o tempo todo íamos ao banheiro. Todos nós.

Fui ao banheiro e em seguida Olsen veio atrás de mim. Nos enfiamos naquele banheiro de praticamente 1,0mX0,75cm onde só cabia o vaso e uma pia quase que grudada acima dele.

Ficamos nos beijando e dando voltas naquele espaço minúsculo, empurrando uma a outra contra a parede, explodindo de tesão. Ela abriu a blusa. Aqueles seios rosados, médios e delicados. Beijei, mordi, toquei.

De repente nos vimos abraçadas rindo, uma caída nos ombros da outra e dizendo ao mesmo tempo: "nós somos amigas" e gargalhadas e mais vieram.

Demos mais alguns beijos e nos aprontamos para sair sem deixar que as pessoas que chegavam a nossa mesa percebecem.

Fiquei mais um tempo, deixei minha parte e fui embora.

No caminho, ao mesmo tempo em que via que os limpadores do vidro do carro não faziam efeito nenhum debaixo daquela chuva, as cenas do banheiro passavam pela minha cabeça.

Cheguei em casa, não quis pensar muito sobre o assunto. Tomei um bom banho e fui dormir agarrada a um travesseiro.

Fiquei sentimental, mandei mensagens para algumas amigas, pensei sobre um monte de coisas e não quis e nem parei pra pensar sobre o ontem...

O ontem já se tornou passado mesmo sendo ainda presente.
Aqui vai uma música que diz muito sobre o porquê da mulher ser um ser tão desejado e o porquê de cada vez mais meninas se tornarem bissexuais.


quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

Malditas idéias fixas!



Essa noite tive um sonho.
Sonhei com uma garota que já fiquei.

Ela morava em uma hiper casa em um condomínio fechado.
Tinha uns 10 carros na garagem e uma família imensa com uns 4 ou 5 irmãos homens, várias tias e os pais.
Sei que ficavamos juntas e ela agia de forma fofíssima comigo, ela gostava de mim.

No fim do sonho olho pela janela (que de repente se transforma na janela de um dos prédios que já morei) e vejo Miq me olhando lá debaixo.
Lembro de no sonho ter pensado: "Impossível ela me ver! Entre tantas janelas ela me viu no 11º andar? Isso é quase impossível"

Ela estava acompanhada. Ficava desconcertada e entrava em um carro preto com sua acompanhante.

Estranho não?

Ontem falei pela manhã com Miq e ela sem querer me contou que já tem outra pessoa.
Me senti mais uma vez trocada, dentre tantas conversas que tivemos entre gostar ainda uma da outra há alguns meses atrás, percebi ontem que na verdade ela só me mantinha como step.

Resolvi enviar um depoimento no orkut pedindo que cortassemos qualquer tipo de relação e contato.
Ela não respondeu, não deve fazer diferença pra ela agora que já tem com quem se distrair.

Rasguei pela manhã o ingresso do show da Madonna onde tinha escrito atrás: "O dia em que percebi que nada passou"
Rasguei também os guardanapos do restaurante At onde quando íamos ela de repente me escrevia algo como: "Sinto saudades, gostaria que soubesse"

Já que era a última vez, me permiti olhar suas fotos de novo e me despedi em pensamento.

O sonho durou a noite toda, pois só lembrei dele, geralmente lembro de algumas partes dos outros sonhos quando acordo Mas a imagem de Miq não fez diferença pra mim. Engraçado foi ela ter entrado em um sonho que foi tão especial.

Ontem, lendo o perfil de uma amiga minha onde ela dizia: "Sempre ouço as pessoas dizerem: A VIDA É DURA...me dá vontade de perguntar...`COMPARADA A QUÊ??´"
Sim, comparada a quê? Parei pra pensar que na verdade ando reclamando demais por tanta coisa e no fim das contas sou extremamente feliz e ando me esquecendo disso.

Como aquela música: "eu era feliz e não sabia"

Eu sou feliz e sei que sou feliz, mas não tenho me lembrado disso ultimamente.

Malditas idéias e pessoas fixas! Me deixem em paz!!!

terça-feira, 20 de janeiro de 2009

Minha irmã Guim!



Ainda bem que tudo voltou ao normal. Como eu disse, a viagem do reveillon foi muito significativa.

Com a faculdade finalizada e os planos traçados, aproveito meus últimos meses para me reaproximar de todos que mesmo por perto se tornaram distantes.

Eu a minha irmã fizemos um acordo hoje:
Academia toda segunda, terça, quinta e sexta.

Hoje quero falar um pouco da minha irmã aqui no blog pra vocês.
Sei que o que vou falar vai ser pouco para descrever o que ela significa na minha vida, mas vou começar falando como ela se parece com o signo ao qual pertence: Touro.

Conheço muitas, mas muitas pessoas de touro e até mesmo já tive 3 namoradas taurinas, porém, as descrições que vemos por aí sobre esse signo sempre tendem a fugir em um detalhe e outro de pessoa para pessoa. Mas para mim, o que melhor define minha irmã como taurina é a sua teimosia.

Ela não admite perder. Pode jogar baralho a noite toda com sono, mas precisa ganhar um jogo (o que não é difícil).

Minha irmã, a Guim, é fantástica( palavra que só uso quando a pessoa merece ser associada a esse adjetivo)!

Ela tem as chatices dela de não querer conversar madrugada adentro e de não querer saber muito dos meus sonhos logo pela manhã, mas por outro lado quando eu precisar, ela estará ao meu lado.
Domingo tive mais uma prova disso.

Cheguei em casa as 2 horas da manhã de segunda-feira, chateada com uma porção de acontecimentos por conta da viagem à praia desse último fim de semana.
Passei quase 30 ou 40 minutos contando todos os detalhes que me fizeram chorar pelo domingo todo. Ela me escutou, me escutou até o fim. Eu sabia que ela estava com sono. Ela sabia que eu sabia que ela estava com sono. Mas eu também sabia que ela estava prestando toda a atenção do mundo sem se importar com nada isso.
Finalizou dando alguns bons conselhos que ela já vinha seguindo dela mesma.

A nossa cumplicidade é algo que nunca farei com que entendam por aqui e que nunca darei dicas para se ter. Tem que vir de dentro de cada um e não se pode forçar cumplicidade entre duas pessoas.

Eu pago hoje e não me preocupo porque ela me pagará amanhã.
Ela parcela hoje pra mim e sabe que pagarei todas as parcelas antes mesmo do prazo de vencimento do cartão dela.

Confiança!

Confio nela para tudo e ela confia em mim também.
Somos mais que amigas, somos irmãs! Somos mais que irmãs, somos amigas!

Como disseram há um tempo atrás em uma sessão espírita que fomos "sempre que podem, vocês escolhem voltar juntas"

Não tenho dúvidas disso.

Eu não seria nada sem ela, pelo menos metade eu não seria.

Ela é linda, mulher, segura. Onde entra chama atenção e ainda sim é humilde e não consegue ver toda a beleza que existe em si mesma. Ela é inteligente, interessada e com certeza uma mulher de futuro promissor!

Ao mesmo tempo é emotiva, chora fácil e se magoa muito fácil também.

Dá muito valor aos amigos de verdade e consegue se desvencilhar rápido de quem não agrega nada em sua vida.

É preocupada, carinhosa e cuidadosa.

Se eu chego primeiro em casa, fico a noite toda perguntando dela para minha mãe e se ela chega primeiro o mesmo acontece (se não estiver com o namorado hehe).

É engraçado ver o quanto somos parecidas em vários aspectos, o quanto nos revoltamos com injustiças contra velhinhos, animais, pessoas menos instruídas e afins.

Mais engraçado é ver as pessoas rirem da gente brigando. Algo de engraçado deve ter. Por que os que assistem, os de fora sempre riem? Sempre!

Quero dedicar a ela a música que uma vez quando tinha 15 ou 16 anos dublei em sua homenagem.
Sei que se ela ler, lembrará no mesmo momento.

segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

Até onde?



O fim de semana iniciou da melhor maneira.
"Oba! Praia com os amigos!"
Terminou com choro, angústia, culpa e com novas percepções de pessoas, reações e situações.

Me machuco, choro, penso que sou má, que não entendo ninguém, penso que as pessoas são ruins, que não tem sentimentos.

Até onde estou certa?

As pessoas são tão diferentes umas das outras. Até onde eu quero que alguém seja como eu, que aja como eu ajo e até onde as pessoas vão querer que eu aja como elas?
Até onde vou saber respeitar o jeito das pessoas e a forma como elas tratam os outros mesmo que eu considere errado?

Eu reclamo tanto das minhas ex-namoradas, mas quem está solteira? Eu ou elas?

Eu era a primeira a dizer que devemos respeitar a opinião dos outros e ando me deparando com situações onde não tenho colocado essa idéia em prática.
Fato é que sabemos como agir sim. Sabemos discernir o certo do errado, mas sabemos por em prática?

Eu só quero poder ir bem, sair bem, não ter que deixar mágoas para trás e não magoar ninguém.
Eu só quero que as coisas fiquem bem o suficiente para que o retorno seja tranquilo, agradável e recíproco.

Falar só complicará.
Eu conto e logo me arrependo.

Daqui pra frente tudo será diferente, NÓS vamos TODOS aprender a ser gente...

sexta-feira, 16 de janeiro de 2009

Pensando em Miq

Nunca escrevi duas vezes no mesmo dia. Essa vai ser a primeira vez.

Hoje, nesse post aí debaixo, falei sobre como cada atitude que tomamos nos leva a um certo caminho que nos traz um respectivo resultado.

Deixei claro hoje de manhã que não procuraria mais por ela porque sabia que se a visse, todos os meus sentimentos voltariam.

Hoje fui almoçar com um gerente e uma amiga de trabalho. Meu gerente, o Dan, estava bem chateado por conta de um rompimento de namoro dele. Eu e essa amiga, a Eny, ouvimos toda a história dele, analisamos bem a situação e demos vários conselhos do tipo: "calma, não fica assim, vai passar, você vai encontrar outra pessoa..." etc etc.

Em seguida, pagamos nossos almoços e fomos dar uma volta. Passamos numa livraria porque Dan queria achar um CD onde tem uma música pela qual ele se apaixonou nos últimos tempos: "I´m yours"
Lá dentro, fiquei procurando os próximos livros que quero ler quando terminar esse que estou lendo.
De repente, bato o olho em "A Vida ao Lado da Minha Irmã Madonna". Lembrei de quem?
Da Miq! Ela era e é fascinada pela Madonna. Mas não é uma fã dessas que viraram fã agora, ela é veterana, fã mesmo!

Peguei o livro e pela primeira vez na minha vida fiz algo sem pensar. Fui direto para o caixa e o comprei.
Depois, cheguei a desistir da idéia de dar a ela e quis até ler, mas lembrei dos outros livros que tenho como prioridade e foi aí que resolvi que deveria entregar o que desde início era pra ser um presente.

Liguei pra ela, meio sem graça. Faz dias que não nos falamos direito, não nos ligamos, não entramos no orkut uma da outra.
Ouvi a voz dela. Era só o que eu precisava, ouvir aquela voz de mulher segura, deliciosa.
Ela estava feliz, fiquei feliz.
Me contou que fechou negócios com outro país e mais alguns detalhes sobre o trabalho. Ela sabe que morro de orgulho dela como profissional que ela é.
Não consegui contar sobre o livro.
Desligamos.

Mandei mensagem de texto pelo celular e ela me respondeu por e-mail me dizendo que eu era muito querida.

Abri o plástico que envolvia o livro e escrevi uma dedicatória à lápis, para que ela possa apagar quando ficar com raiva de mim algum dia e mesmo assim não querer jogar o livro fora.

Uma amiga ficou chateada. Eu também fiquei. Não quero chatear ninguém.

Voltei pra casa lendo o livro. Li as 20 primeiras páginas no metrô, mas não consegui ir em frente. Ler, ouvir, saber da Madonna me faz lembrar Miq. E eu não queria lembrar Miq.

Fechei o livro e fiquei com o olhar perdido na parede de concreto corria pelas janelas do vagão. Vim pra casa e decidi escrever.

Entregarei o livro, mas não sei ainda se apago a dedicatória. Mais uma vez, sem pensar muito escrevi:
"Miq querida,
Escrevo a lápis para que possa apagar quando quiser.
Quando achei esse livro não pensei duas vezes. Comprei!
Obrigada por ter sido parte da minha vida
Beijos..."

Eu nunca escrevi algo como "você fez parte, você foi, você era"
Era tudo tão PRESENTE ou tão FUTURO. Eu me via com ela lá na frente, eu queria ela agora e amanhã e depois e por uma vida inteira.
Passou...

Atitudes e Pessoas



Ontem em uma conversa no msn percebi o quanto somos culpados por tudo o que acontece em nossas vidas.

Certas atitudes, sejam elas impensadas ou não, nos trazem uma série de consequências.

Me percebi assim quando vi que o que me afeta pode afetar o outro da mesma maneira ou até mais.

Algumas coisas decidimos que continuem em nossas vidas, outras simplesmente se desfazem com o tempo, mas tudo depende da forma como você vai agir diante de cada situação que encontrar.

Por exemplo, novamente vou falar da Miq (vou chamá-la assim), minha namorada do primeiro post.

Sei que errei muito com ela e ela sabe que errou muito comigo, mas nós agimos diante de cada situação de uma maneira única, igual ou diferente, mas que nos levou a algum ponto lá na frente do qual não poderíamos fugir e logo os resultados vieram.

Às vezes penso que se pudesse voltar no tempo faria tudo diferente, mas não. Na verdade aconteceu exatamente do jeito que tinha que acontecer e se não tivesse acontecido exatamente dessa maneira, eu não seria o que sou hoje ou não teria amadurecido como amadureci.

Não estou dizendo que cheguei ao ápice da maturidade, mas amadureci muito sim desde o início do nosso namoro.

Nesses últimos dias eu a tenho visto on-line no meu messenger e sei que venho descobrindo e percebendo o quanto eu me perdi dela e ela de mim.
Eu nunca mais senti vontade de conversar, de puxar papo ou até mesmo de perguntar se está tudo bem.

Sabe aquela coisa de adolescente? "Fica on-line, fica on-line"? Então, isso tudo mudou, sumiu, ficou perdido em algum lugar que não encontro mais.

As indecisões dela fizeram com que todo o meu resto de vontade se perdesse.

Não vou negar que quando a reencontro parece que tudo isso volta, que as sensações são gostosas como das primeiras vezes que nossos beijos passaram a fazer sentido para nossos corações. Mas como eu disse, nossas atitudes definem o amanhã.

E eu decidi que pelo menos por enquanto eu não a quero na minha vida.

Quero que o dia do reencontro seja como reencontrar uma grande amiga por quem tenho um apreço enorme, dar um abraço apertado, vê-la feliz e ficar satisfeita com isso.

Às vezes pequenos gestos e palavras fazem toda a diferença.

Sei que não sou perfeita, que também ajo precipitadamente e sem pensar, mas ontem percebi o quanto o pouco que eu puder dar de mim para as pessoas que eu amo pode fazer diferença.

Cheguei em casa do trabalho e sentei na mesa para tomar café. Minha mãe sempre demonstrou gostar muito da minha companhia, pois sempre espera por mim para tomarmos café juntas. Eu com meu chocolate e ela com o café-com-leite dela.
Ontem ficamos conversando durante um tempão e ela ficou me contando que o azulejo que compraram para o nosso novo apartamento é assim e assado, que é mais moderno, mais bonito, do tamanho tal, da cor tal e etc.

Fiquei prestando e dando toda a atenção que eu sei que ela quer ter. Não preciso forçar essa atenção. Para mim, saber que ela me escolheu para compartilhar tais assuntos e conversas é inexplicavelmente agradável.

Ontem o namorado da minha irmã foi dormir em casa e eu disse que dormiria no meu quarto mesmo assim, afinal, quantas vezes já tive que dormir na sala ou em outro quarto só para poder deixá-los com toda a privacidade do mundo?

Foi então que minha mãe disse: "Filha, dorme no meu quarto comigo!" com aquele sorrisão no rosto.
Que delícia ver isso nela!
Fui dormir no quarto dela, li um pouco e ela veio deitar perto de mim me perguntando como era a história do livro que eu estou lendo.
Contei para ela detalhadamente até a parte onde estou. Sei que para ela tecnologia é um assunto muito chato e ela nada entende, mas ela ouviu com todo o prazer do mundo.

É isso que faz com que sejamos amigas! São atitudes como essa de cumplicidade que nos tornam mais próximas!

E é por isso que eu quero ser mais próxima de você, dela, dele, das pessoas que eu gosto!

Eu não quero deixar o tempo passar e fazer de conta que não me incomodo com a nossa situação, com a nossa distância e com o nosso "deixa pra lá".

Nós podemos fazer as coisas mudarem, podemos fazer ser diferente.

Para isso, precisamos que exista uma vontade em comum das duas partes: eu e você, você e eu.

quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

Sonhos



Hoje era o meu amanhã do último post.
Porém, hoje é o presente e não sei dizer bem o que a reunião de ontem significou.

Existiu uma fusão de empresas, a nossa com uma outra, uma multinacional, mas nada foi muito bem especificado.
Mesmo com nossos questionamentos, eu sinto um recuo por trás de todas as perguntas que foram e são feitas.

Melhor viver um dia de cada vez e dançar conforme a música.

Agora mudando totalmente de assunto....

Hoje eu e minha irmã conversamos pela manhã sobre um sonho doido que ela teve:
"Tive um sonho estranho, sonhei que eu morava em uma casa hiper grande com o Elo(atual) mas o Yen reaparecia com o mesmo carro de quando namorávamos me dizendo tantas coisas, tentando me conquistar..."

Yen (nome fictício e não, ele não era oriental) pelo contrário, ele era loiro de olhos azuis. Bonitinho, mas foi um dos namorados que minha irmã teve que eu menos gostei e que sempre senti nele um certo "escondo-alguma-coisa".

Foi bom que minha irmã tenha encontrado o namorado atual porque esse sim sei que a faz feliz!

Agora me pergunto. Por que sempre sonhamos com as pessoas que já saíram de nossas vidas?

Por que que quando já as esquecemos elas ressurgem nesses sonhos?

Outro dia, há algumas semanas atrás, sonhei com uma ex-namorada, aquela que eu flagrei me chifrando na balada. Acho que nunca contei essa história para vocês, mas um dia conto com riqueza de detalhes.

Bom, sei que estava com alguns amigos meus que eram amigos dela na época e ela me encontrava na rua, me dava um abraço e me pedia desculpas.

Novamente digo: se eu não penso mais nela, porque sonhei que ela me abraçava e pedia desculpas?
E como sempre brinco: "nossos sonhos são extensões dos nossos desejos" Será que até hoje, sem perceber, eu só não esteja esperando dela um pedido de desculpas?
Será que depois de 3 anos eu tenha uma mágoa que eu nem sabia que ainda existia?

Claro que sim! Ninguém quer ser feito de bobo e ninguém quer aceitar ter se deixado fazer de bobo.

Sei que sonho tanto com certas pessoas, não todos os dias, mas de tempos em tempos. Quando as estou esquecendo vem um sonho e me traz tudo de volta.

Algumas pessoas que realmente fazem sentido em minha vida, uma garota com quem fiquei e que não esqueço de jeito nenhum, minha única prima de primeiro grau que mora em outro estado mas que é a única com quem tenho afinidade imensa, alguns amigos de infância...

Essa noite eu não sei com o que eu sonhei, mas não foi nada muito importante senão eu teria lembrado. O sonho da minha irmã me fez refletir mais.

Ainda sim digo que os melhores sonhos, são os sonhos que sonhamos acordados.
Sonhos onde escolhemos os personagens, as situações, os desfechos...

Aí vai uma música que amo de paixão que fala sobre isso, mas de uma forma mais romântica. Um sonho entre querer estar com outra pessoa. Essa eu dedico para essa minha ex-ficante.
Você ainda é especial viu?

quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

Ontem/Hoje/Amanhã


Ontem

Passamos o dia inteiro apreensivos.
Eu e duas amigas fomos para um bar próximo, bebericamos, demos risadas, filosofamos, traçamos planos para o futuro, insistimos para o garçom trocar o canal da TV para o canal da novela, pagamos a conta, saímos tontas, reencontrei uma amiga de colégio, peguei carona, começou a chover antes que eu chegasse em casa, dei boa noite para o porteiro do prédio, destranquei a porta de casa, entrei, tranquei, minha mãe perguntou se estava tudo bem, fui para o quarto, conversei com minha irmã, preparamos mochilas, bolsas e calçados, programamos nossos celulares para às 5h30, quase terminamos de assistir a minissérie, caímos no sono...

Hoje

Acordei e pensei: "ai, está de noite ainda, tenho mais um tempinho para dormir"
Três segundos depois, Michael Buble começa a tocar no meu celular: "droga, é hora de levantar mesmo e ainda está de noite!"
Cinco segundos depois o celular da minha irmã toca aquela musiquinha chata do James Blunt e em seguida ouço: "Levanta! Vamos chegar atrasadas!"

Ela levanta, vai até o banheiro e eu fico mais 5 minutinhos na cama: "Levanta logo droga, vamos chegar atrasadas!"-"Calma, em 20 minutos eu fico pronta..."

Levantei, escovei os dentes, lavei o rosto, olhei minha cara de acabada no espelho (resultado de Ontem) coloquei uma roupa de ginástica, calcei meu tênis, coloquei a mochila nas costas e disse: "estou pronta, vamos logo senão vamos chegar atrasadas gorda"(eu, minha irmã e algumas amigas mais íntimas nos chamamos desse jeito e de outros derivados carinhosos rs).

Saímos de casa, demos bom dia para o porteiro, descemos a rua tagarelando (eu mais do que ela), decidimos se íamos pelas escadas ou pela volta no quarteirão, subimos as escadas da acadêmia onde minha irmã nos inscreveu ontem, conhecemos os professores, fiz esteira e musculação, minha irmã fez só esteira, alongamos, tomamos banho, nos trocamos, ela foi para o metrô e eu para o ônibus. Entrei, achei um único assento vago (que ótimo que não era preferencial), abri meu livro, continuei lendo, ouvi uns papos idiotas de um cara conversando com uma menina, cheguei ao meu destino, comprei meu café da manhã, dei bom dia para o porteiro do prédio, entrei, liguei meu micro e estou escrevendo.

*Hoje temos reunião geral. Duas reuniões, divididas em dois grupos de todos os funcionários da empresa em uma sala alugada num hotel próximo.

Amanhã

Dependendo do resultado da reunião de hoje, meus planos são os seguintes:

1. Voltar à minha mesa, terminar todo o trabalho inacabado ou que esteja em andamento, olhar cada pedacinho do meu micro, da minha sala, da minha mesa, minha cadeira, minha garrafa de 1,5L, meu telefone...
Ligar para algumas pessoas, tentar distrair, voltar para casa, contar para meus pais sobre o adiantamento dos meus planos.

2. Voltar à minha mesa, sentir aquela sensação de perda sumir e ao mesmo tempo dar mais valor as coisas, adiar todos os planos para julho, voltar para casa, contar aos meus pais e irmãos, ir tomar banho, ir dormir, começar tudo de novo...

terça-feira, 13 de janeiro de 2009

Relacionamento? O que é isso?

Parei para pensar outro dia sobre meus relacionamentos e sobre meus diversos envolvimentos com outras pessoas.

Desde minha antepenúltima namorada, a do primeiro post, não consegui ficar mais de 1 mês com ninguém que quisesse namorar comigo. Mesmo quando a pessoa me promete o mundo e diz que vai me fazer feliz.

Eu sei que ninguém passa ou entra em nossas vidas por acaso.

Um exemplo disso foi a minha penúltima namorada. Ela tem uma filha de 2 anos linda, linda, linda.
A minha família (meus pais, irmãos e cunhados) se apaixonaram por ela.
Ela era (é) carismática, engraçada, uma fofureca!
Foi nesse relacionamento que eu descobri que não gostava só de cachorro e que podia sim gostar de crianças. Melhor ainda, descobri meu lado mãe.

Dei banhos e banhos nela, levantei cedo, dormi tarde, fiz diversas mamadeiras, troquei fraldas e mais fraldas, dei broncas, dei carinho e atenção e lembrei dela durante todos os minutos dos meus dias de trabalho em que não podia estar com ela, assim como acredito que faça qualquer mãe.

Até cheguei a me imaginar ao lado dessa namorada durante muitos e muitos anos.

Descobri que meu lado mãe andava falando mais alto quando me via não conseguindo admirar, beijar e sequer fazer amor com minha namorada.

Quando resolvi terminar, coloquei a razão na frente e então passei dias sofrendo e chorando a ausência da minha filha postiça.

Hoje me acostumei. Ainda sinto saudades claro, mas de uma forma menos dolorosa.

Às vezes conheço alguém com quem tenho um ótimo bate-papo em um bar ou balada e chego a pensar: 'é, essa pessoa seria legal pra namorar".
Que erro meu, as pessoas não são o que elas são nos bares e baladas. Existe muito mais do que elas mostram nelas.
Existe muito mais do que um papo onde elas se mostram maduras e onde expoem todas as próprias qualidades.

Sei que posso muitas vezes ter me enganado julgando dessa maneira e até mesmo ter deixado passar pessoas com quem eu realmente poderia ser feliz. Mas o grande problema é que eu criei uma espécie de proteção. Percebi que ultimamente não tenho deixado ninguém se aproximar por muito tempo.

Sei que é difícil ver como há tempos atrás eu me empolgava depressa com as pessoas e ver como agora eu só quero distância delas.
Difícil entender as fases do ser humano né? Nunca estamos satisfeitos.

Dia desses chegou para mim um cartão postal do meu irmão que mora fora do Brasil, lá ele diz que o centro da cidade onde está é perfeito para baladas e badalações 24 horas por dia!

Fiquei pensando que talvez esse meu momento de não-me-envolver, exista agora somente para que eu não desista dessa viagem de novo por alguém.

Há tempos atrás eu deixaria fácil um plano por uma garota por quem eu estivesse perdidamente apaixonada, porém a vida me ensinou que ninguém é de ninguém.

E antes que eu me esqueça disso, preciso começar a lembrar de mim.

Segue um clip da Bruna Caram com o qual sempre me identifiquei.

domingo, 11 de janeiro de 2009

Abrindo a cabeça...




Fui sozinha ao Vermont Itaim.

No meio do caminho liguei para alguns conhecidos que disseram que estariam por lá também.
Já que nenhum amigo queria ir comigo e já que uma outra amiga, que mora no interior, me incentivou pelo msn a sair mais vezes sozinha, eu resolvi ir.
Fui sozinha, mas sabia que encontraria vários conhecidos.

Chegando lá, lotado óbvio. Como sempre é aos domingos.

A primeira pessoa que avistei foi uma ex-ficante (estranho dizer ex-ficante rs), pois bem, ela é divertidíssima, uma ótima pessoa e me sinto muito bem ao lado dela e dos amigos dela que também são todos ótimos!

Conheci mais outras 2 pessoas novas. Amigas dela que eu não conhecia ainda.
Durante a noite toda ficamos todos conversando num entra e sai de pessoas na roda.
Já quase no final da noite, por volta das 21h, uma dessas novas conhecidas começa a conversar mais comigo e de repente nos vemos conversando só nós duas.
E aí rolam aqueles assuntos típicos de duas pessoas gays que se conhecem. Falar de ex-namoradas que nos decepcionaram, ex-namoradas que ainda amamos, ex-namoradas que nos fizeram aprender muito, ex-namoradas que ficaram no esquecimento e por aí vai.

No meio de tanta conversa gay, eu sempre digo que minha primeira tentativa de ficar com um homem foi quando achei que se um dia encontrasse alguém parecido com meu pai:
um cara que tivesse o caráter que meu pai tem, que fosse íntegro como meu pai é, eu me apaixonaria e deixaria de gostar de mulher.
E sempre quando cito isso, eu digo: "não sei se é porque ele é meu pai, mas pra mim ele é meu herói!" e foi então que essa garota me respondeu: "não, eu não me dou muito bem com meu pai, não gosto muito dele, seu pai realmente é uma pessoa legal, não é porque ele é seu pai que você acha isso dele."

Sei que depois dali fui socorrer uma amiga e no meio do caminho fui pensando que talvez eu estivesse colocando muito peso sobre meu pai.
Será que se ele algum dia cometesse um pequeno deslize que saísse do meu contexto do que é ser um grande homem, eu deixaria de idolatrá-lo?

Esses pensamentos me renderam um sonho péssimo onde eu me decepcionava e muito com meu pai. Sabe aqueles sonhos e pesadelos de que quando você acorda você sente um alívio tremendo?
Foi isso que senti. Um grande alívio por não ser verdade.

Será que é preciso ter que me questionar sobre isso para me preparar com algo que eu possa me deparar?
Será que a vida me prepara para alguma má notícia sobre ele?

Espero que não, espero que não....