domingo, 1 de fevereiro de 2009

Silk


Fiquei muito tempo sofrendo pelo engano que havia cometido com Taste.
Sofri por não ter percebido o óbvio e por ter acreditado tanto no que não era verdade.

Não me permiti conhecer ninguém, fiz algumas baladas sozinha com os amigos, mas já não acreditava que pudesse encontrar alguém que fosse incapaz de me enganar.

Um dia, no final de noite de um samba de domingo em um bar GLS com Blond, um rapaz me cutuca os ombros. Olho para trás e um garoto alto me sorri dizendo que sua amiga quer me conhecer.
- Só conhecer né?
- Sim, claro, só conhecer

Os dois, o garoto alto e a amiga que queria me conhecer, tinham tal energia e envolvimento que simpatizei de imediato com eles.
No final da noite Blond e eu trocamos e-mails, telefones e orkut com os dois.

Algumas semanas se passaram e então esse garoto me manda uma mensagem dizendo que preciso conhecer uma pessoa que tem tudo a ver comigo.

Ele me passa o msn dela e de cara na primeira conversa trocamos telefones. Fico dias e dias conversando todas as noites por horas e horas com Silk, sempre ouvindo ao fundo Guim gritar: "Guima, sai desse telefone!"

Marcamos de nos conhecer.
Blond vai comigo, pois tem um encontro também no mesmo dia e lugar.

Passamos para pegar Silk.

Lembro da primeira vez que a vi.

Magra, cabelos castanhos longos e olhos muito, muito azuis.

Fomos conversando no carro eu, ela e Blond.
Chegamos ao famoso bar onde eu sempre levava minhas ficantes.
Lá o pretendente de Blong chega com alguns amigos e eu e Silk damos o nosso primeiro beijo.

Na volta pra casa Blond me diz: "Vocês não vão namorar? Acho que vocês deviam namorar"

Alguns dias depois passo a frequentar muito a casa dela. Seus pais sabem da sua "opção" e me recebem sempre muito bem. Me sinto a vontade e passo a dormir todos os fins de semana e os dias da semana que consigo com Silk.

Com o tempo Silk me mostra ter muita imaturidade, insegurança e desconfiança.

Todo o meu encanto vai por água abaixo quando percebo que a vivência de Silk jamais seria a minha vivência.

Silk ficou na minha vida durante um mês e me sufocou logo nos 3 primeiros dias.

Algum tempo atrás nos reencontramos e ficamos.
Meses depois tento reestabelecer contato com ela pela internet e na verdade quem me responde é a namorada atual.

Depois disso, Silk nunca mais entrou em contato comigo.

sábado, 31 de janeiro de 2009

Taste


Taste foi a pior e ao mesmo tempo a melhor experiência que tive com uma namorada.

Após alguns meses sem River, cheguei ao ápice da minha auto-estima em agosto de 2006.

Nesse mesmo mês, uma das minhas melhores amigas, Bitten, resolveu comemorar seu aniversário na mesma balada onde conheci River.

Aquela noite eu estava tão bem que teria ido só pra dançar.
Estávamos em um grande número de pessoas, mas eu fiquei a maior parte do tempo sozinha.

Dançando a noite toda sem olhar e me interessar por ninguém, eis que vejo um grupo de 3 pessoas tirando fotos de si mesmos.

Já com a cabeça rodando de tanto dançar e beber, me enfio entre eles para compartilhar aquele momento.
Eles se surpreendem com minha presença, mas não acham ruim e até riem. No mesmo instante eu pego meu celular e peço para a garota gordinha da foto me passar o e-mail e o telefone dela para eu poder cobrar a foto depois.
Entre a gordinha a quem pedi o e-mail e o garoto espinhudo da foto, existe uma loira de olhos azuis nos observando.
A gordinha me pede um cigarro e eu entrego um a ela. Ela, a gordinha, pede que eu acenda. Eu acho estranho, mas acendo e repasso. A gordinha começa a passar insistentemente o cigarro para a loira dizendo: "toma, pega, toma"
A loira faz sinal de que não quer o cigarro e se aproxima de mim.
Algumas das primeiras frases que tivemos foi algo como ela me perguntando: "você está com namorado, namorada...?" e eu respondendo:"ihhhh que nada, sou solteira, livre, leve e solta"
Ela continua puxando assunto e eu resolvo olhar melhor pra ela.
Foi quando percebi que ela estava me dando mole que disse: "vamos nos conhecer melhor?"

Ficamos em um canto da balada só beijando.
Fico cansada de beijar e levo ela pro mesanino para conversarmos. Começo a achar ela mais bonita e interessante.
Meu celular desperta às 4h30. É hora de avisar minha amiga aniversariante que ela precisa tomar o anticoncepcional dela.
Taste não me deixa ir.

Guim e Bitten vão ao meu encontro, mas Taste não me larga e não me deixa ir embora. Eu anoto seu telefone e me junto aos meus amigos na volta pra casa.

No dia seguinte acordo com uma sensação de: "eu conheci alguém bem legal ontem"
Ligo para Taste e marco um encontro em um bar onde eu sempre levava as garotas com quem ficava.
Lá percebo em Taste a capricorniana inexperiente que eu esperava que ela fosse.

A partir dos encontros seguintes e da química que rolava entre nós, resolvemos namorar.

Passado alguns meses percebo Taste diferente, distante, confusa...

Em uma noite pós vestibular vou ao encontro de Taste e seus amigos para irmos a mesma balada que a conheci.
No meio da noite, já tendo consumido quase toda a minha comanda, começo a passar mal.
Jogo o resto da minha garrafa de água na cabeça de Alexandre Frota que dança em cima de um palco e entro clandestinamente na área VIP onde ficavam os sofás.
Taste fica me olhando do lado de fora com um ar de preocupação.
Apago para esperar a tonteira passar. Quando abro os olhos, me levanto e percorro o espaço a procura de Taste. Nada.
Encontro Blond aos beijos no meio do caminho e pergunto por ela. Ele me aponta a direção de onde vim dizendo que eu procure por lá. Eu digo que ali ela não está e que vou procurá-la na pista de cima.
Vou passando entre as pessoas tentando abrir espaço à procura de Taste.
Finalmente a encontro. Mas ela não está sozinha, uma garota beija seu pescoço.
Fico em um estado que jamais havia conhecido. Parece que as pessoas não se espremem mais para dançar. Só existem elas duas. Um casal de homens que não havia percebido à minha esquerda pergunta:"você gosta de ver duas mulheres se beijando né?" e eu respondo:"cala a boca, é a minha namorada que está ali"
Como se me ouvisse, no mesmo instante Taste abre os olhos, me vê e quase que instintivamente empurra a garota para longe dela.
Era disso que eu precisava. Que ela visse que eu vi.
Me viro para ir embora sem dizer nada. Ela tenta me puxar, me segurar pelos braços, me prender entre o balcão impedindo minha passagem e implora para que eu a deixe explicar.
Eu vou embora mesmo assim.

Na saída, quando vou pegar o carro para ir pra casa, reencontro uma amiga de River.
Ela me vê quase chorar e me diz coisas bacanas para levantar meu astral.
Vou pra casa pensando. No rádio passa uma música melosa. Vendo que quase me entregava ao choro que queria vir, troco de estação para ouvir um classic rock e deixar a tristeza pra lá.
Tendo mantido amizade com os amigos dela, fiquei sabendo mais pra frente de outros galhos que levei.

Foi um grande aprendizado. Melhor dizendo, o MELHOR aprendizado que já pude ter com uma namorada.

Para me apaixonar preciso de tempo, de conquista, de momentos e de provas de confiança sem premedição.

Taste me ensinou muito. Talvez nem ela saiba o quanto.

sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

River


Conheci River logo depois de Be.

Era minha primeira vez em uma balada gay decente que não fosse no centro, onde eu e Be já havíamos feito a via sacra na noite em que nos conhecemos e onde detestamos andar.

Eu e Be sempre defendemos a idéia de que sempre deve se manter uma amizade após um relacionamento, senão o relacionamento de nada terá valido.

Estamos eu e Be na fila para entrar na balada e avistamos à nossa frente apenas 3 meninas, dentre elas: River. Uma morena com "saboneteiras" saltitantes, cabelos cacheados e traços que combinavam perfeitamente com cada detalhe do seu rosto. Melhor dizendo, traços fortes de mulher.

River era uma taurina 1 ano mais nova que eu.
Engraçadinha, palhacinha, fazia piadinhas com as situações. Que ariano não gosta disso?

Simpatizei logo de cara.

Ficamos um tempão conversando lá dentro quando resolvemos ir para um lugar sem ex e amigas por perto.

Foi então que rolou.

Demos um jeito de entrar na área VIP passando uma conversa no segurança e ali ficamos. No mesanino, na área VIP, nos sofazinhos.
As horas passaram voando como sempre acontece em toda boa hora.
Não preciso dizer que trocamos telefones, e-mails e msn né?

Foi o início de namoro mais rápido que já tive. Num dia ficantes, no seguinte namoradas.

Eu e River tínhamos um grave problema. Eu era assumida, tinha tido uma vida de família com Be e River era praticamente "hetero" até mesmo para as amigas que a acompanhavam naquela noite.
Com o passar do tempo e com toda a situação difícil de ter que fingir sermos amigas o tempo todo, eu a incentivei a se assumir para a família para que ela passasse logo pela fase chata da aceitação da mãe e das irmãs dela pela sua "opção" sexual.
O resultado não foi muito legal, ela achou que não seria capaz de lidar com toda aquela pressão e nós terminamos.
Hoje ela namora uma garota há pelo menos uns 2 anos. Nos falamos apenas por MSN e nunca mais nos vimos.
O que tenho certeza sobre ela é que não existe hoje qualquer possibilidade de que fiquemos juntas novamente.

quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

Be


Ela foi minha primeira experiência de namoro com mulheres. Nos chamávamos de Be e Be.
Coisa de gente que se apaixona pela primeira vez e pensa que vai ser pra vida toda.

Antes de falar de Be preciso citar Gé para explicar a sensação dos meus momentos com Be.

Gé era uma garota que fez cursinho comigo em 1999. Nós tínhamos 15 anos.

Ela era imensamente carinhosa. Sabe aquela amiga que te beija e abraça demais?

Era ela.

Nosso primeiro beijo rolou depois de muitos abraços e beijos amigos. Em seguida começamos a transar todas as vezes que nos eram possíveis.

No banheiro de um barzinho, no meu quarto, no quarto dela, na sala de estar da tia dela depois que todos iam dormir e etc.

Mas eu era a primeira mulher de Gé.

Claro que eu não pretendia me apaixonar, mas me apaixonei.

Na época pra mim não existia coisa melhor no mundo do que poder beijar sua melhor amiga e ainda sim continuar sendo amiga.

A realidade não era bem essa. Ela continuou vivendo sua vida hétero e me deixou pra trás sem avisos.

Sofri bastante, mas no fundo eu sabia que seria assim.

Em seguida namorei um cara que era ou talvez ainda seja, se um dia eu ainda conseguir me apaixonar por homens, a minha cara metade. Com ele eu tive as melhores experiências que um casal hétero pode ter, mas mesmo assim não conseguia esquecer as sensações que Gé já havia me transmitido anos atrás.

Passados 2 anos escolhi uma das minhas melhores amigas, Laeni, para falar sobre minha "opção" sexual e o meu problema em não conseguir esquecer as sensações que uma mulher me fazia sentir.

No mesmo dia ela me conta que uma grande amiga dela a havia procurado para falar sobre o mesmo problema.

Foi assim que conheci Be.

Em uma balada pelo centro da cidade com Laeni e alguns amigos gays de uma outra amiga de Laeni.

Conversei com Be a noite toda, adorei seus olhos azuis, seus cabelos loiros naturais, o modo como ela entendia ainda menos do que eu sobre o mundo gay, o bom coração que percebi ter logo no primeiro momento, sua maturidade e etc.

Be e eu ficamos juntas desde o primeiro instante.
Eu sabia que poderia amá-la durante uma vida inteira pois ela me mostrava sentir o mesmo
Foi com ela que enfrentei meus pais para que me aceitassem assim.

Foi com ela que passei pela fase de ter que contar aos pouquinhos aos amigos que eu não estava solteira há tanto tempo como pensavam e sim namorando uma mulher.

Foi com ela que tive a minha primeira e única experiência de dividir um espaço, um lugar que tivesse que cuidar.
Era ela que eu encontrava ao meu lado todos os dias pela manhã.
Era com ela que eu fazia compras no supermercado, almoços em família.
Era uma com a outra que tomávamos banho a hora que bem entendessemos.
Tinhamos o nosso espaço, o nosso tempo.
O sexo era o máximo, afinal nunca vi combinação melhor que áries e sagitário na cama.
Pega fogo.

Como já era de se esperar em toda história, depois de 2 anos brigando muito, demos um de nossos famosos "tempo".
Foi então que terminamos para nunca mais voltar. Foi a pior dor que conheci de uma separação.

Eu não sabia ainda o que era perder alguém que amasse.
Eu não sabia o que era me imaginar sem essa pessoa e ter que viver de fato sem ela.
Eu não sabia que teria que me acostumar com isso.
Eu não sabia...

Be tem um lugar especial no meu coração. Ela me fez crescer como pessoa, me fez ver o mundo de uma forma diferente, mais simples e única.

Hoje nossas famílias são amigas e é engraçado olhar para trás e ver pelo quanto tivemos que lutar para ficar juntas.
Sem ela eu não seria a mulher gay que sou hoje.

Namoradas - Temporadas



Ontem na volta pra casa vim redigindo via pensamento qual seria meu próximo post.

Pensei em falar de todas as minhas namoradas, mas divididas em temporadas, ou seja, uma temporada para cada experiência.

Uma temporada dedicada inteiramente a cada uma delas.

Falando sobre nossa relação, nosso aprendizado o início o meio e o fim e etc.

Serão elas:

1ª temporada: Be


2ª temporada: River


3ª temporada: Taste


4ª temporada: Silk


5ª temporada: Miq


6ª temporada: Lion


7ª temporada: Akik

Entre uma e outra temporada pode haver um comercial (postagem diferente) mas as sete temporadas serão completas....

Em cada uma dessas temporadas haverá o seguinte perfil:

Personalidade/Signo/Idade/Tempo de namoro
e algo mais que talvez seja necessário colocar em uma ou outra.

quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

10 coisas necessárias!




Estava eu andando pela livraria outro dia procurando o bendito livro do Chuck Palahniuk que estava louca pra ler.
Digo "estava" porque hoje um amigo de trabalho me emprestou!
Oba!

Enquanto andava pela livraria vi alguns livros como esses:


- 1.000 Lugares Para visitar Antes de Morrer,
- 1.000 Filmes Para Ver Antes de Morrer, 1.000 Agulhas Para Procurar Antes de Morrer e blá blá blá...Antes de Morrer.

Pensei que não vou morrer logo e nem tenho como visitar 1.000 lugares nem ver 1.000 filmes e etc, mas em seguida, na saída da livraria listei 10 coisas que quero fazer antes de ir viajar.

1. Ensinar um(a) amigo(a) a dirigir.

2. Malhar mais, ler mais, estudar mais

3. Ir visitar todos os pontos turísticos de São Paulo

4. Tentar tirar uma lição de toda e qualquer conversa, seja ela a mais idiota que possa parecer.

5. Não me envolver com ninguém

6. Passar mais tempo em casa com minha mãe aprendendo coisas de dona-de-casa

7. Parar de beber cerveja definitivamente

8. Ir para a praia mais vezes visitar minha vó

9. Ir para bares e baladas sozinha, sentar, tomar uma água e observar a noite ou passá-la inteira dançando.

10. Me desculpar de coração e quando estiver preparada por todo mal que possa ter feito a qualquer ex-namorada.

terça-feira, 27 de janeiro de 2009

Meu amigo Blond



Sei que depois de 2 posts dedicados inteiramente a Miq e um à minha irmã, alguns amigos vem cobrando na brincadeira um post só sobre eles.

Sim, todas as pessoas importantes na minha vida terão essa dedicatória em forma de postagem, mas só quando a vontade vier de verdade, senão, não é sincero.

Na ida para o curso de hardware fiquei com vontade de ligar para um amigo com o qual me desentendi no início do mês e desde então não vi mais.

Pensei em ligar e falar para ele passar lá no curso para conversarmos, mas fiquei com medo de ser mal interpretada.

É, hoje vim falar sobre ele. The Blond Guy.

Em Agosto de 2006 comecei a namorar uma garota de balada (jamais façam isso), quer dizer, façam, mas primeiro certifiquem-se de que NÃO é a primeira balada gay dela.

Por que se for, lá na frente provavelmente ela vai querer testar seu poder de sedução em outras baladas, com outras mulheres, até se cansar de viver o que não viveu.

Um dia, em uma das baladas que fiz com essa minha namorada, eis que encontramos 2 amigos dela de escola: Blond e Dior.

Desde então passamos a sair sempre juntos, o que eu não sabia e por ingenuidade ou tolice, é que ela saía mais de balada com eles do que comigo.

É chegado o dia em que a flagro beijando outra garota. No mesmo instante toda aquela imagem se desmorona e eu vou embora deixando todos que comigo estavam de carona para trás. Inclusive Blond, Dior e Grela.

Posteriormente passei a ter mais contato com Blond que se mostrou muito amigo e abriu seus braços e seu círculo de amigos para que eu me adentrasse.

E assim foi.

Com o tempo criamos vínculos que não conseguimos desfazer.

Alguns momentos marcaram, outros esquecemos que vivemos.

Fato é que não existe rompimento ou um desligamento entre nós.

Somos um grupo de 5 pessoas e dentro desse grupo, eu e Blond temos experiências e gênios bem parecidos.

Por mais que não queiramos admitir tais semelhanças, pois na verdade detestamos coisas um no outro e não percebemos que as possuímos, somos sim muito iguais.

Talvez por isso tantos conflitos e tantos desentendimentos.

Demoramos para admitir que erramos e acabamos resolvendo as coisas sem conversar.

Sabemos que somos especiais e nos amamos e por isso deixamos de lado a chatice do "discutir a relação" e pulamos para a etapa de "nos ver de novo como se nada tivesse acontecido"

Eu sou áries, ele é touro.

As pessoas mais importantes da minha vida são de touro e as com quem mais entro em conflito também.

Às vezes me pergunto porque esses chifrudos insistem em aparecer e permanecer durante tanto tempo na minha vida.

Um dia, em um site de astrologia achei parte da resposta para o porquê de tanta semelhança com tal signo. Touro é meu ascendente.

Eu e Blond somos os mais sexuados, falamos sobre tudo sem medo de sermos julgados, ou com pouco medo.

Às vezes temos cuidado com coisas que achamos que magoaria e às vezes agimos de modo que não achamos que vá refletir grande coisa para o próximo, mas no fim das contas reflete sim.

Eu e Blond conhecemos todo e qualquer tipo de pessoa.

Eu e Blond nos envolvemos em instantes com novos amigos.

Eu e Blond somos os que provavelmente saírão de novo com algum novo amigo de balada.

Eu e Blond somos os que são taxados facilmente como galinhas, insensíveis, egoístas e individualistas.

Recebemos todo e qualquer julgamento que alguém com atitudes como as minhas e as de Blond acabam recebendo.

Blond foi a primeira e até hoje a única pessoa que entrou em casa e minha mãe amou no primeiro instante.

Blond foi o único e o primeiro amigo gay com quem pude detalhar momentos sexuais que não pude detalhar nem com as amigas mais íntimas que sabiam da minha sexualidade e da minha "opção" sexual.

Foi com Blond que dividi sentimentos estranhos que ele nem lembra, pois para ele já é normal.

Foi com ele que dividi certas indignações porque sabia que ele, só ele entenderia tais indignações e o porquê delas.

O que quero dizer com tudo isso é que Blond nunca deixou de ser importante desde o primeiro momento em que entrou na minha estrada e que permitiu que eu entrasse na dele.

E sei que o dia em que "vamos nos ver como se nada tivesse acontecido" está bem próximo de chegar...
Até lá meu amigo.

Aproveitando o tempo perdido



Aproveitando essa terça-feira ainda doente, incapaz de ficar mais de 5 minutos sem ir ao banheiro, resolvi passar a manhã de hoje na cozinha com a minha mãe fazendo almoço.

Ao mesmo tempo que ela me pedia para não ir para outro país ela dizia:

"Para cada xícara de arroz você coloca o dobro de água; veja se a batata já está boa; coloque os ovos na água para ferver; pegue os nuggets e coloque em uma frigideira para assarmos no forno já que estamos todos doentes..."

Enquanto as comidas assavam, fritavam e as águas ferviam nas panelas, ela me ensinou que quando o tambor da máquina de lavar começa a balançar demais é porque a roupa está toda em um lado só da máquina, o que pode fazer o motor quebrar então é necessário parar, abrir, equilibrar o peso das roupas e continuar.

No meio de tudo isso ela dizia: "Você não pode ir filha e se você ficar doente de novo lá? Quem vai cuidar de você? Eu vou sentir saudades de você e você de mim, nós somos tão grudadas...."

Em seguida: "Faça uma salada de tomates mas lave primeiro, não esqueça de lavar sempre as frutas e verduras antes de comê-las"

- É verdade mãe, vou sentir muito a sua falta.
- Eu também filha. Não esqueça, nunca coloque roupas claras com roupas escuras juntas pra lavar. Junte sempre, preto, azul marinho e marrom para lavar, as outras roupas mais claras lave separadamente e não coloque por exemplo vermelho com branco nunca.

Terminamos o almoço. Não ficou muito bom porque foi minha primeira vez e porque fizemos tudo no forno por conta dessa virose maldita, mas foi um bom aprendizado para o primeiro dia. Ainda tenho muitos meses pela frente e dentro desses meses muitos dias para me especializar e não passar vexame lá fora.

Tempo, tempo, tempo.... Como ele passa voando.

Quando eu menos perceber, não estarei mais aqui...


Virose cretina!



Acordei doente ontem. Não percebi que estava doente, no início pensei ser só cansaço.
Levantei e fui para a academia com minha irmã.

Sempre aquecemos e depois fazemos exercícios, mas não aguentei 10 minutos na esteira e corri para o banheiro.
Estava com diarréia.

Me forcei a fazer exercícios e em um exercício para os glúteos senti ânsia.
Mesmo assim achei que fosse um mal estar passageiro. Fui até o final e terminei todas as séries de todos os exercícios.
Corri para o banheiro e vomitei muito, muito mesmo. Pensei ter vomitado todo o líquido que existia no meu corpo.

Fiquei com as pernas moles e não consegui sequer tomar banho. Liguei para meu pai me buscar pois eu não tinha condições de voltar andando pra casa. Guim esperou comigo até que ele chegasse.

Cheguei em casa, tomei banho, vomitei mais água (não sei de onde meu corpo tirou tanta água) e deitei pra dormir. Pra ajudar estava com cólica renal pois desceu de domingo pra segunda pra mim e quando menstruo é de lei ter cólicas renais. Resultado: nem dormir eu consegui.

Minha mãe conseguiu uma consulta no médico pra mim só às 18h.
Até lá sofri toda a dor que nunca senti em outras vezes que estive doente durante o dia inteiro e sem tomar remédio algum. Fiquei com medo de estar com dengue ou algo do tipo e achei melhor não tomar nada.

Fui ao médico. Estava com pressão baixa e 38 e meio de febre.
Ele me pediu que fosse direto para o hospital.

Chegando lá parecia que a dor era 3x pior.
Comecei a chorar.
Minha mãe deu um jeito de me passar na frente de todo mundo.

Tomei soro na veia com Buscopan e mais não sei o quê.
Fiquei incomodada, levantei da cadeira e fiquei segurando o soro na mão.
A enfermeia perguntava: "o que você está fazendo?"
Eu respondia: "não aguento mais ficar aqui, quero que isso acabe logo"
E ela: "é o remédio que está te deixando impaciente, senta um pouco que eu já volto"

Sentei, olhei pro lado e percebi que havia um senhor com um saco de soro 2x maior que o meu, ou seja, ele ficaria pelo menos 1 hora ainda ali.
Uma angústia maior tomou conta de mim.
Fiquei me imaginando na idade dele, com a saúde dele.
Me vi daqui 50 anos como uma senhora que não sai do hospital, que precisa de cuidados o tempo todo etc etc.
Viajei na maionese, entrei em desespero. Não sei descrever aqui como foi esse desespero, mas se já morro de medo de envelhecer em dias comuns imagine ontem como não fiquei.

Em menos de 5 minutos de pensamentos como esse, lá estava eu de novo de pé e com o saco de soro na mão. A enfermeira impaciente me dizia: "calma que eu já estou indo aí tirar isso de você"

Ela com certeza deve ter tido algum pensamento próximo ao: "ô menininha purgantezinha, não pára quieta um instante!"

O bom foi que saí de lá, passei com a médica e ela me deu a grande notícia de que os vômitos parariam, mas que todo o resto poderia continuar ainda durante uns 10 dias.
Uau! Que máximo hein.
Receitou alguns remédios e me mandou pra casa.

À noite meu irmão chega da casa da noiva e enquanto tomo banho o ouço vomitar no outro banheiro. Mais uma vítima. Irmão gêmeo ainda.
Desde que nascemos, a única vez que ficamos doentes juntos foi ontem.

Dormimos eu e ele no quarto dele.
Nos isolamos do resto da família para que a cretina da virose não resolvesse atingir outro de nós.
Hoje de manhã minha irmã e meu pai acordam com diarréia.
Maldita e cretina virose! Não te queremos aqui!

segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

Etc e tal de um fim de semana legal



Sexta-feira a noite:

Mais uma aula de hardware muito proveitosa

Encontrei em seguida minha amiga Tur no metrô. Viemos pra casa, pegamos o carro e
fomos ao encontro de umas amigas de trabalho em comemoração ao aniversário de Graci.

Chegada em casa: por volta de 3h00 am.

Sábado:

Acordei umas 3x e adiantei o relógio para acordar meia hora mais tarde nas 3x que acordei.
Na terceira vez levantei, tomei banho e arrumei minha mala.

Dois amigos grandes amigos chegaram: Lob e Nog. São casados e moram em outra cidade e eu os adoro!

Saímos juntos, pegamos minha irmã Guim na aula de inglês, deixamos Tur na metade do caminho da casa dela e seguimos rumo ao litoral.

Chegamos, nos instalamos e fomos para a praia tomar sol, botar o papo em dia e beber.

Dia 24 foi aniversário da minha mãe. Ela chegaria no sábado a noite.

Antes disso, eu e minha amiga Nog saímos para comprar bexigas, enchemos cerca de mais de 100 delas e deixamos pela entrada do apartamento para que minha mãe encontrasse quando chegasse.
Na porta de entrada escrevi: "Feliz...
Ela abriria e veria: ...1/2 século"...hihihihihi. Cruel não? rs
Ficamos até às 3 da manhã eu, Nog e Lob conversando, jogando conversa fora e rindo de alguns programas idiotas de televisão.

Domingo:
Acordamos às 10h e fomos à praia de novo.

Nunca na vida tinha sentido tanto prazer em deitar naquelas cadeiras reclináveis para pensar na vida.

Não estava sol e não estava frio, mas batia um vento gostoso nas minhas pernas e eu parei o tempo naquele momento.
Várias imagens vieram ao meu pensamento:
Pessoas, momentos, decisões, consequências das decisões...

Lá fiquei. Todos foram para o apartamento almoçar e Lob eNog ficaram comigo. Eu só sabia dizer: "gente, não se incomodem comigo, eu vou ficar aqui. Podem ir almoçar se quiserem"

Acabou que resolvi subir com eles, tomamos banho e todos tiraram um cochilo antes de voltar.

Terminei de ler meu livro, ensinei minha vó a enviar mensagens SMS e a inserir números de contato na agenda do celular.

As mensagens eu sei que ela aprendeu pois me enviou uma: "Guima, te amo"
Claro que respondi: "Eu também Vó!"

Enfim, hora de voltar, chegamos em São Paulo e nos despedimos de Nog e Lob que ainda continuariam a viagem até a cidade onde moram.

Amei a presença de Lob e Nog no fim de semana, foi especial demais!