quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

10 coisas necessárias!




Estava eu andando pela livraria outro dia procurando o bendito livro do Chuck Palahniuk que estava louca pra ler.
Digo "estava" porque hoje um amigo de trabalho me emprestou!
Oba!

Enquanto andava pela livraria vi alguns livros como esses:


- 1.000 Lugares Para visitar Antes de Morrer,
- 1.000 Filmes Para Ver Antes de Morrer, 1.000 Agulhas Para Procurar Antes de Morrer e blá blá blá...Antes de Morrer.

Pensei que não vou morrer logo e nem tenho como visitar 1.000 lugares nem ver 1.000 filmes e etc, mas em seguida, na saída da livraria listei 10 coisas que quero fazer antes de ir viajar.

1. Ensinar um(a) amigo(a) a dirigir.

2. Malhar mais, ler mais, estudar mais

3. Ir visitar todos os pontos turísticos de São Paulo

4. Tentar tirar uma lição de toda e qualquer conversa, seja ela a mais idiota que possa parecer.

5. Não me envolver com ninguém

6. Passar mais tempo em casa com minha mãe aprendendo coisas de dona-de-casa

7. Parar de beber cerveja definitivamente

8. Ir para a praia mais vezes visitar minha vó

9. Ir para bares e baladas sozinha, sentar, tomar uma água e observar a noite ou passá-la inteira dançando.

10. Me desculpar de coração e quando estiver preparada por todo mal que possa ter feito a qualquer ex-namorada.

terça-feira, 27 de janeiro de 2009

Meu amigo Blond



Sei que depois de 2 posts dedicados inteiramente a Miq e um à minha irmã, alguns amigos vem cobrando na brincadeira um post só sobre eles.

Sim, todas as pessoas importantes na minha vida terão essa dedicatória em forma de postagem, mas só quando a vontade vier de verdade, senão, não é sincero.

Na ida para o curso de hardware fiquei com vontade de ligar para um amigo com o qual me desentendi no início do mês e desde então não vi mais.

Pensei em ligar e falar para ele passar lá no curso para conversarmos, mas fiquei com medo de ser mal interpretada.

É, hoje vim falar sobre ele. The Blond Guy.

Em Agosto de 2006 comecei a namorar uma garota de balada (jamais façam isso), quer dizer, façam, mas primeiro certifiquem-se de que NÃO é a primeira balada gay dela.

Por que se for, lá na frente provavelmente ela vai querer testar seu poder de sedução em outras baladas, com outras mulheres, até se cansar de viver o que não viveu.

Um dia, em uma das baladas que fiz com essa minha namorada, eis que encontramos 2 amigos dela de escola: Blond e Dior.

Desde então passamos a sair sempre juntos, o que eu não sabia e por ingenuidade ou tolice, é que ela saía mais de balada com eles do que comigo.

É chegado o dia em que a flagro beijando outra garota. No mesmo instante toda aquela imagem se desmorona e eu vou embora deixando todos que comigo estavam de carona para trás. Inclusive Blond, Dior e Grela.

Posteriormente passei a ter mais contato com Blond que se mostrou muito amigo e abriu seus braços e seu círculo de amigos para que eu me adentrasse.

E assim foi.

Com o tempo criamos vínculos que não conseguimos desfazer.

Alguns momentos marcaram, outros esquecemos que vivemos.

Fato é que não existe rompimento ou um desligamento entre nós.

Somos um grupo de 5 pessoas e dentro desse grupo, eu e Blond temos experiências e gênios bem parecidos.

Por mais que não queiramos admitir tais semelhanças, pois na verdade detestamos coisas um no outro e não percebemos que as possuímos, somos sim muito iguais.

Talvez por isso tantos conflitos e tantos desentendimentos.

Demoramos para admitir que erramos e acabamos resolvendo as coisas sem conversar.

Sabemos que somos especiais e nos amamos e por isso deixamos de lado a chatice do "discutir a relação" e pulamos para a etapa de "nos ver de novo como se nada tivesse acontecido"

Eu sou áries, ele é touro.

As pessoas mais importantes da minha vida são de touro e as com quem mais entro em conflito também.

Às vezes me pergunto porque esses chifrudos insistem em aparecer e permanecer durante tanto tempo na minha vida.

Um dia, em um site de astrologia achei parte da resposta para o porquê de tanta semelhança com tal signo. Touro é meu ascendente.

Eu e Blond somos os mais sexuados, falamos sobre tudo sem medo de sermos julgados, ou com pouco medo.

Às vezes temos cuidado com coisas que achamos que magoaria e às vezes agimos de modo que não achamos que vá refletir grande coisa para o próximo, mas no fim das contas reflete sim.

Eu e Blond conhecemos todo e qualquer tipo de pessoa.

Eu e Blond nos envolvemos em instantes com novos amigos.

Eu e Blond somos os que provavelmente saírão de novo com algum novo amigo de balada.

Eu e Blond somos os que são taxados facilmente como galinhas, insensíveis, egoístas e individualistas.

Recebemos todo e qualquer julgamento que alguém com atitudes como as minhas e as de Blond acabam recebendo.

Blond foi a primeira e até hoje a única pessoa que entrou em casa e minha mãe amou no primeiro instante.

Blond foi o único e o primeiro amigo gay com quem pude detalhar momentos sexuais que não pude detalhar nem com as amigas mais íntimas que sabiam da minha sexualidade e da minha "opção" sexual.

Foi com Blond que dividi sentimentos estranhos que ele nem lembra, pois para ele já é normal.

Foi com ele que dividi certas indignações porque sabia que ele, só ele entenderia tais indignações e o porquê delas.

O que quero dizer com tudo isso é que Blond nunca deixou de ser importante desde o primeiro momento em que entrou na minha estrada e que permitiu que eu entrasse na dele.

E sei que o dia em que "vamos nos ver como se nada tivesse acontecido" está bem próximo de chegar...
Até lá meu amigo.

Aproveitando o tempo perdido



Aproveitando essa terça-feira ainda doente, incapaz de ficar mais de 5 minutos sem ir ao banheiro, resolvi passar a manhã de hoje na cozinha com a minha mãe fazendo almoço.

Ao mesmo tempo que ela me pedia para não ir para outro país ela dizia:

"Para cada xícara de arroz você coloca o dobro de água; veja se a batata já está boa; coloque os ovos na água para ferver; pegue os nuggets e coloque em uma frigideira para assarmos no forno já que estamos todos doentes..."

Enquanto as comidas assavam, fritavam e as águas ferviam nas panelas, ela me ensinou que quando o tambor da máquina de lavar começa a balançar demais é porque a roupa está toda em um lado só da máquina, o que pode fazer o motor quebrar então é necessário parar, abrir, equilibrar o peso das roupas e continuar.

No meio de tudo isso ela dizia: "Você não pode ir filha e se você ficar doente de novo lá? Quem vai cuidar de você? Eu vou sentir saudades de você e você de mim, nós somos tão grudadas...."

Em seguida: "Faça uma salada de tomates mas lave primeiro, não esqueça de lavar sempre as frutas e verduras antes de comê-las"

- É verdade mãe, vou sentir muito a sua falta.
- Eu também filha. Não esqueça, nunca coloque roupas claras com roupas escuras juntas pra lavar. Junte sempre, preto, azul marinho e marrom para lavar, as outras roupas mais claras lave separadamente e não coloque por exemplo vermelho com branco nunca.

Terminamos o almoço. Não ficou muito bom porque foi minha primeira vez e porque fizemos tudo no forno por conta dessa virose maldita, mas foi um bom aprendizado para o primeiro dia. Ainda tenho muitos meses pela frente e dentro desses meses muitos dias para me especializar e não passar vexame lá fora.

Tempo, tempo, tempo.... Como ele passa voando.

Quando eu menos perceber, não estarei mais aqui...


Virose cretina!



Acordei doente ontem. Não percebi que estava doente, no início pensei ser só cansaço.
Levantei e fui para a academia com minha irmã.

Sempre aquecemos e depois fazemos exercícios, mas não aguentei 10 minutos na esteira e corri para o banheiro.
Estava com diarréia.

Me forcei a fazer exercícios e em um exercício para os glúteos senti ânsia.
Mesmo assim achei que fosse um mal estar passageiro. Fui até o final e terminei todas as séries de todos os exercícios.
Corri para o banheiro e vomitei muito, muito mesmo. Pensei ter vomitado todo o líquido que existia no meu corpo.

Fiquei com as pernas moles e não consegui sequer tomar banho. Liguei para meu pai me buscar pois eu não tinha condições de voltar andando pra casa. Guim esperou comigo até que ele chegasse.

Cheguei em casa, tomei banho, vomitei mais água (não sei de onde meu corpo tirou tanta água) e deitei pra dormir. Pra ajudar estava com cólica renal pois desceu de domingo pra segunda pra mim e quando menstruo é de lei ter cólicas renais. Resultado: nem dormir eu consegui.

Minha mãe conseguiu uma consulta no médico pra mim só às 18h.
Até lá sofri toda a dor que nunca senti em outras vezes que estive doente durante o dia inteiro e sem tomar remédio algum. Fiquei com medo de estar com dengue ou algo do tipo e achei melhor não tomar nada.

Fui ao médico. Estava com pressão baixa e 38 e meio de febre.
Ele me pediu que fosse direto para o hospital.

Chegando lá parecia que a dor era 3x pior.
Comecei a chorar.
Minha mãe deu um jeito de me passar na frente de todo mundo.

Tomei soro na veia com Buscopan e mais não sei o quê.
Fiquei incomodada, levantei da cadeira e fiquei segurando o soro na mão.
A enfermeia perguntava: "o que você está fazendo?"
Eu respondia: "não aguento mais ficar aqui, quero que isso acabe logo"
E ela: "é o remédio que está te deixando impaciente, senta um pouco que eu já volto"

Sentei, olhei pro lado e percebi que havia um senhor com um saco de soro 2x maior que o meu, ou seja, ele ficaria pelo menos 1 hora ainda ali.
Uma angústia maior tomou conta de mim.
Fiquei me imaginando na idade dele, com a saúde dele.
Me vi daqui 50 anos como uma senhora que não sai do hospital, que precisa de cuidados o tempo todo etc etc.
Viajei na maionese, entrei em desespero. Não sei descrever aqui como foi esse desespero, mas se já morro de medo de envelhecer em dias comuns imagine ontem como não fiquei.

Em menos de 5 minutos de pensamentos como esse, lá estava eu de novo de pé e com o saco de soro na mão. A enfermeira impaciente me dizia: "calma que eu já estou indo aí tirar isso de você"

Ela com certeza deve ter tido algum pensamento próximo ao: "ô menininha purgantezinha, não pára quieta um instante!"

O bom foi que saí de lá, passei com a médica e ela me deu a grande notícia de que os vômitos parariam, mas que todo o resto poderia continuar ainda durante uns 10 dias.
Uau! Que máximo hein.
Receitou alguns remédios e me mandou pra casa.

À noite meu irmão chega da casa da noiva e enquanto tomo banho o ouço vomitar no outro banheiro. Mais uma vítima. Irmão gêmeo ainda.
Desde que nascemos, a única vez que ficamos doentes juntos foi ontem.

Dormimos eu e ele no quarto dele.
Nos isolamos do resto da família para que a cretina da virose não resolvesse atingir outro de nós.
Hoje de manhã minha irmã e meu pai acordam com diarréia.
Maldita e cretina virose! Não te queremos aqui!

segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

Etc e tal de um fim de semana legal



Sexta-feira a noite:

Mais uma aula de hardware muito proveitosa

Encontrei em seguida minha amiga Tur no metrô. Viemos pra casa, pegamos o carro e
fomos ao encontro de umas amigas de trabalho em comemoração ao aniversário de Graci.

Chegada em casa: por volta de 3h00 am.

Sábado:

Acordei umas 3x e adiantei o relógio para acordar meia hora mais tarde nas 3x que acordei.
Na terceira vez levantei, tomei banho e arrumei minha mala.

Dois amigos grandes amigos chegaram: Lob e Nog. São casados e moram em outra cidade e eu os adoro!

Saímos juntos, pegamos minha irmã Guim na aula de inglês, deixamos Tur na metade do caminho da casa dela e seguimos rumo ao litoral.

Chegamos, nos instalamos e fomos para a praia tomar sol, botar o papo em dia e beber.

Dia 24 foi aniversário da minha mãe. Ela chegaria no sábado a noite.

Antes disso, eu e minha amiga Nog saímos para comprar bexigas, enchemos cerca de mais de 100 delas e deixamos pela entrada do apartamento para que minha mãe encontrasse quando chegasse.
Na porta de entrada escrevi: "Feliz...
Ela abriria e veria: ...1/2 século"...hihihihihi. Cruel não? rs
Ficamos até às 3 da manhã eu, Nog e Lob conversando, jogando conversa fora e rindo de alguns programas idiotas de televisão.

Domingo:
Acordamos às 10h e fomos à praia de novo.

Nunca na vida tinha sentido tanto prazer em deitar naquelas cadeiras reclináveis para pensar na vida.

Não estava sol e não estava frio, mas batia um vento gostoso nas minhas pernas e eu parei o tempo naquele momento.
Várias imagens vieram ao meu pensamento:
Pessoas, momentos, decisões, consequências das decisões...

Lá fiquei. Todos foram para o apartamento almoçar e Lob eNog ficaram comigo. Eu só sabia dizer: "gente, não se incomodem comigo, eu vou ficar aqui. Podem ir almoçar se quiserem"

Acabou que resolvi subir com eles, tomamos banho e todos tiraram um cochilo antes de voltar.

Terminei de ler meu livro, ensinei minha vó a enviar mensagens SMS e a inserir números de contato na agenda do celular.

As mensagens eu sei que ela aprendeu pois me enviou uma: "Guima, te amo"
Claro que respondi: "Eu também Vó!"

Enfim, hora de voltar, chegamos em São Paulo e nos despedimos de Nog e Lob que ainda continuariam a viagem até a cidade onde moram.

Amei a presença de Lob e Nog no fim de semana, foi especial demais!

sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

Um reencontro



Ontem, encontrei duas amigas que fizeram Web comigo em 2005.

Olsen que não via há tempos, pois ela tinha mudado de país e Notti que ainda está aqui, mas que a última vez que vi foi em seu aniversário, setembro do ano passado.

Saí do trabalho e fui encontrar Olsen em uma padaria próxima de onde está se hospedando.
Ficamos conversando até que Notti chegasse.

Olsen me contou sobre o término do namoro dela que causou o retorno ao Brasil e me disse que sairia em breve do país novamente.

Contei que estava solteira, que estava bem e assim fomos bebericando e conversando.

Perguntei pra ela se ela havia percebido meus quase 5 kg a menos e ela disse que sim e me perguntou se notei que ela tinha engordado.

Para mim Olsen, com seus quase 30 anos, está perfeitamente linda. Tem um corpo perfeito. Eu diria que ela é bem gostosa.

Notti chegou com seu namorado e ficamos nós quatro dando muita, muita risada, falando besteiras e tirando fotos.

Numa dessas Olsen diz: "Guima vamos tirar uma foto dando um selinho"

Fizemos umas quatro tentativas de fotos dando selinhos.
Ficaram legais, mas mais legal era ver a cara de babaca dos homens que passavam pela padaria e viam aquela cena. Engraçado ver como homem gosta desse tipo de coisa e como eles ficam com cara de tontos quando veem.

Eu disse que voltaria cedo pra casa pois teria que levantar hoje às 5h30 pra ir para a acadêmia e foi então que Olsen disse: "Quero te beijar antes de ir"

Eu, muito bêbada: "Claro!"

A bebedeira era tanta que o tempo todo íamos ao banheiro. Todos nós.

Fui ao banheiro e em seguida Olsen veio atrás de mim. Nos enfiamos naquele banheiro de praticamente 1,0mX0,75cm onde só cabia o vaso e uma pia quase que grudada acima dele.

Ficamos nos beijando e dando voltas naquele espaço minúsculo, empurrando uma a outra contra a parede, explodindo de tesão. Ela abriu a blusa. Aqueles seios rosados, médios e delicados. Beijei, mordi, toquei.

De repente nos vimos abraçadas rindo, uma caída nos ombros da outra e dizendo ao mesmo tempo: "nós somos amigas" e gargalhadas e mais vieram.

Demos mais alguns beijos e nos aprontamos para sair sem deixar que as pessoas que chegavam a nossa mesa percebecem.

Fiquei mais um tempo, deixei minha parte e fui embora.

No caminho, ao mesmo tempo em que via que os limpadores do vidro do carro não faziam efeito nenhum debaixo daquela chuva, as cenas do banheiro passavam pela minha cabeça.

Cheguei em casa, não quis pensar muito sobre o assunto. Tomei um bom banho e fui dormir agarrada a um travesseiro.

Fiquei sentimental, mandei mensagens para algumas amigas, pensei sobre um monte de coisas e não quis e nem parei pra pensar sobre o ontem...

O ontem já se tornou passado mesmo sendo ainda presente.
Aqui vai uma música que diz muito sobre o porquê da mulher ser um ser tão desejado e o porquê de cada vez mais meninas se tornarem bissexuais.


quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

Malditas idéias fixas!



Essa noite tive um sonho.
Sonhei com uma garota que já fiquei.

Ela morava em uma hiper casa em um condomínio fechado.
Tinha uns 10 carros na garagem e uma família imensa com uns 4 ou 5 irmãos homens, várias tias e os pais.
Sei que ficavamos juntas e ela agia de forma fofíssima comigo, ela gostava de mim.

No fim do sonho olho pela janela (que de repente se transforma na janela de um dos prédios que já morei) e vejo Miq me olhando lá debaixo.
Lembro de no sonho ter pensado: "Impossível ela me ver! Entre tantas janelas ela me viu no 11º andar? Isso é quase impossível"

Ela estava acompanhada. Ficava desconcertada e entrava em um carro preto com sua acompanhante.

Estranho não?

Ontem falei pela manhã com Miq e ela sem querer me contou que já tem outra pessoa.
Me senti mais uma vez trocada, dentre tantas conversas que tivemos entre gostar ainda uma da outra há alguns meses atrás, percebi ontem que na verdade ela só me mantinha como step.

Resolvi enviar um depoimento no orkut pedindo que cortassemos qualquer tipo de relação e contato.
Ela não respondeu, não deve fazer diferença pra ela agora que já tem com quem se distrair.

Rasguei pela manhã o ingresso do show da Madonna onde tinha escrito atrás: "O dia em que percebi que nada passou"
Rasguei também os guardanapos do restaurante At onde quando íamos ela de repente me escrevia algo como: "Sinto saudades, gostaria que soubesse"

Já que era a última vez, me permiti olhar suas fotos de novo e me despedi em pensamento.

O sonho durou a noite toda, pois só lembrei dele, geralmente lembro de algumas partes dos outros sonhos quando acordo Mas a imagem de Miq não fez diferença pra mim. Engraçado foi ela ter entrado em um sonho que foi tão especial.

Ontem, lendo o perfil de uma amiga minha onde ela dizia: "Sempre ouço as pessoas dizerem: A VIDA É DURA...me dá vontade de perguntar...`COMPARADA A QUÊ??´"
Sim, comparada a quê? Parei pra pensar que na verdade ando reclamando demais por tanta coisa e no fim das contas sou extremamente feliz e ando me esquecendo disso.

Como aquela música: "eu era feliz e não sabia"

Eu sou feliz e sei que sou feliz, mas não tenho me lembrado disso ultimamente.

Malditas idéias e pessoas fixas! Me deixem em paz!!!

terça-feira, 20 de janeiro de 2009

Minha irmã Guim!



Ainda bem que tudo voltou ao normal. Como eu disse, a viagem do reveillon foi muito significativa.

Com a faculdade finalizada e os planos traçados, aproveito meus últimos meses para me reaproximar de todos que mesmo por perto se tornaram distantes.

Eu a minha irmã fizemos um acordo hoje:
Academia toda segunda, terça, quinta e sexta.

Hoje quero falar um pouco da minha irmã aqui no blog pra vocês.
Sei que o que vou falar vai ser pouco para descrever o que ela significa na minha vida, mas vou começar falando como ela se parece com o signo ao qual pertence: Touro.

Conheço muitas, mas muitas pessoas de touro e até mesmo já tive 3 namoradas taurinas, porém, as descrições que vemos por aí sobre esse signo sempre tendem a fugir em um detalhe e outro de pessoa para pessoa. Mas para mim, o que melhor define minha irmã como taurina é a sua teimosia.

Ela não admite perder. Pode jogar baralho a noite toda com sono, mas precisa ganhar um jogo (o que não é difícil).

Minha irmã, a Guim, é fantástica( palavra que só uso quando a pessoa merece ser associada a esse adjetivo)!

Ela tem as chatices dela de não querer conversar madrugada adentro e de não querer saber muito dos meus sonhos logo pela manhã, mas por outro lado quando eu precisar, ela estará ao meu lado.
Domingo tive mais uma prova disso.

Cheguei em casa as 2 horas da manhã de segunda-feira, chateada com uma porção de acontecimentos por conta da viagem à praia desse último fim de semana.
Passei quase 30 ou 40 minutos contando todos os detalhes que me fizeram chorar pelo domingo todo. Ela me escutou, me escutou até o fim. Eu sabia que ela estava com sono. Ela sabia que eu sabia que ela estava com sono. Mas eu também sabia que ela estava prestando toda a atenção do mundo sem se importar com nada isso.
Finalizou dando alguns bons conselhos que ela já vinha seguindo dela mesma.

A nossa cumplicidade é algo que nunca farei com que entendam por aqui e que nunca darei dicas para se ter. Tem que vir de dentro de cada um e não se pode forçar cumplicidade entre duas pessoas.

Eu pago hoje e não me preocupo porque ela me pagará amanhã.
Ela parcela hoje pra mim e sabe que pagarei todas as parcelas antes mesmo do prazo de vencimento do cartão dela.

Confiança!

Confio nela para tudo e ela confia em mim também.
Somos mais que amigas, somos irmãs! Somos mais que irmãs, somos amigas!

Como disseram há um tempo atrás em uma sessão espírita que fomos "sempre que podem, vocês escolhem voltar juntas"

Não tenho dúvidas disso.

Eu não seria nada sem ela, pelo menos metade eu não seria.

Ela é linda, mulher, segura. Onde entra chama atenção e ainda sim é humilde e não consegue ver toda a beleza que existe em si mesma. Ela é inteligente, interessada e com certeza uma mulher de futuro promissor!

Ao mesmo tempo é emotiva, chora fácil e se magoa muito fácil também.

Dá muito valor aos amigos de verdade e consegue se desvencilhar rápido de quem não agrega nada em sua vida.

É preocupada, carinhosa e cuidadosa.

Se eu chego primeiro em casa, fico a noite toda perguntando dela para minha mãe e se ela chega primeiro o mesmo acontece (se não estiver com o namorado hehe).

É engraçado ver o quanto somos parecidas em vários aspectos, o quanto nos revoltamos com injustiças contra velhinhos, animais, pessoas menos instruídas e afins.

Mais engraçado é ver as pessoas rirem da gente brigando. Algo de engraçado deve ter. Por que os que assistem, os de fora sempre riem? Sempre!

Quero dedicar a ela a música que uma vez quando tinha 15 ou 16 anos dublei em sua homenagem.
Sei que se ela ler, lembrará no mesmo momento.

segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

Até onde?



O fim de semana iniciou da melhor maneira.
"Oba! Praia com os amigos!"
Terminou com choro, angústia, culpa e com novas percepções de pessoas, reações e situações.

Me machuco, choro, penso que sou má, que não entendo ninguém, penso que as pessoas são ruins, que não tem sentimentos.

Até onde estou certa?

As pessoas são tão diferentes umas das outras. Até onde eu quero que alguém seja como eu, que aja como eu ajo e até onde as pessoas vão querer que eu aja como elas?
Até onde vou saber respeitar o jeito das pessoas e a forma como elas tratam os outros mesmo que eu considere errado?

Eu reclamo tanto das minhas ex-namoradas, mas quem está solteira? Eu ou elas?

Eu era a primeira a dizer que devemos respeitar a opinião dos outros e ando me deparando com situações onde não tenho colocado essa idéia em prática.
Fato é que sabemos como agir sim. Sabemos discernir o certo do errado, mas sabemos por em prática?

Eu só quero poder ir bem, sair bem, não ter que deixar mágoas para trás e não magoar ninguém.
Eu só quero que as coisas fiquem bem o suficiente para que o retorno seja tranquilo, agradável e recíproco.

Falar só complicará.
Eu conto e logo me arrependo.

Daqui pra frente tudo será diferente, NÓS vamos TODOS aprender a ser gente...

sexta-feira, 16 de janeiro de 2009

Pensando em Miq

Nunca escrevi duas vezes no mesmo dia. Essa vai ser a primeira vez.

Hoje, nesse post aí debaixo, falei sobre como cada atitude que tomamos nos leva a um certo caminho que nos traz um respectivo resultado.

Deixei claro hoje de manhã que não procuraria mais por ela porque sabia que se a visse, todos os meus sentimentos voltariam.

Hoje fui almoçar com um gerente e uma amiga de trabalho. Meu gerente, o Dan, estava bem chateado por conta de um rompimento de namoro dele. Eu e essa amiga, a Eny, ouvimos toda a história dele, analisamos bem a situação e demos vários conselhos do tipo: "calma, não fica assim, vai passar, você vai encontrar outra pessoa..." etc etc.

Em seguida, pagamos nossos almoços e fomos dar uma volta. Passamos numa livraria porque Dan queria achar um CD onde tem uma música pela qual ele se apaixonou nos últimos tempos: "I´m yours"
Lá dentro, fiquei procurando os próximos livros que quero ler quando terminar esse que estou lendo.
De repente, bato o olho em "A Vida ao Lado da Minha Irmã Madonna". Lembrei de quem?
Da Miq! Ela era e é fascinada pela Madonna. Mas não é uma fã dessas que viraram fã agora, ela é veterana, fã mesmo!

Peguei o livro e pela primeira vez na minha vida fiz algo sem pensar. Fui direto para o caixa e o comprei.
Depois, cheguei a desistir da idéia de dar a ela e quis até ler, mas lembrei dos outros livros que tenho como prioridade e foi aí que resolvi que deveria entregar o que desde início era pra ser um presente.

Liguei pra ela, meio sem graça. Faz dias que não nos falamos direito, não nos ligamos, não entramos no orkut uma da outra.
Ouvi a voz dela. Era só o que eu precisava, ouvir aquela voz de mulher segura, deliciosa.
Ela estava feliz, fiquei feliz.
Me contou que fechou negócios com outro país e mais alguns detalhes sobre o trabalho. Ela sabe que morro de orgulho dela como profissional que ela é.
Não consegui contar sobre o livro.
Desligamos.

Mandei mensagem de texto pelo celular e ela me respondeu por e-mail me dizendo que eu era muito querida.

Abri o plástico que envolvia o livro e escrevi uma dedicatória à lápis, para que ela possa apagar quando ficar com raiva de mim algum dia e mesmo assim não querer jogar o livro fora.

Uma amiga ficou chateada. Eu também fiquei. Não quero chatear ninguém.

Voltei pra casa lendo o livro. Li as 20 primeiras páginas no metrô, mas não consegui ir em frente. Ler, ouvir, saber da Madonna me faz lembrar Miq. E eu não queria lembrar Miq.

Fechei o livro e fiquei com o olhar perdido na parede de concreto corria pelas janelas do vagão. Vim pra casa e decidi escrever.

Entregarei o livro, mas não sei ainda se apago a dedicatória. Mais uma vez, sem pensar muito escrevi:
"Miq querida,
Escrevo a lápis para que possa apagar quando quiser.
Quando achei esse livro não pensei duas vezes. Comprei!
Obrigada por ter sido parte da minha vida
Beijos..."

Eu nunca escrevi algo como "você fez parte, você foi, você era"
Era tudo tão PRESENTE ou tão FUTURO. Eu me via com ela lá na frente, eu queria ela agora e amanhã e depois e por uma vida inteira.
Passou...